Campanha no Ar
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Eleições na Estrada

A bênção de dona Lúcia

A bênção de dona Lúcia

HUDSON CORRÊA
da Folha, em União do Sul (MT)

Aos 107 anos, Lúcia Munhoz recebe visitas de candidatos em União do Sul (MT), mas, como nunca votou na vida, só promete rezar por eles.

Receber bênção de uma idosa de 107 anos em União do Sul pode ser considerado uma raridade.

O município possui, segundo a CNM (Confederação Nacional de Municípios), a menor proporção (1,27%) de idosos em relação à sua população.

Faz quatro anos que Lúcia, trazida pela neta Dalvina da Silva Maia, 45, veio de Guaíra (PR) para União do Sul. Percorreu de ônibus 1.768 km, ao menos 120 deles em estrada precária, sem asfalto.

"A empresa de ônibus pediu cuidado e quando saímos disseram que, se ela morresse em Campo Grande [MS], na metade da viagem, já estava tudo arrumado para trazê-la de volta", disse a filha Francelina da Silva, 64.

Lúcia não só agüentou a viagem como melhorou de saúde. "Aqui é mais quente. Lá era frio. Ela vivia resfriada", afirma a neta.

A contagem da população do IBGE de 2007 aponta que União do Sul tinha 3.998 habitantes. A estimativa de 2008 indica 4.106.

                                                                  Hudson Corrêa/Folha Imagem

Lúcia Munhoz, de 107 anos, moradora de União do Sul (MT)

Escrito por equipe às 03h13

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Porteira vira outdoor em Mato Grosso

Porteira vira outdoor em Mato Grosso

HUDSON CORRÊA
da Folha, em São José do Xingu (MT)

Com 4.200 habitantes, São José do Xingu (MT) também sofre com a poluição visual causada pela propaganda de candidatos.

Não é, porém, na cidade onde se vê o problema ─são as porteiras das fazendas que fazem as vezes de outdoor.

O pecuarista Gilberto Mendes Leoncini, 48, o Betão (DEM), colocou propaganda nas porteiras e cercas de fazendas na estrada de terra que dá acesso ao município.

Ao lado dele, há propaganda de candidatos a vereador.

 

                                                                  Hudson Corrêa/Folha Imagem

Espécie de outdoor sobre porteira com propaganda política

Escrito por equipe às 19h57

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Prefeito paga carro-pipa para eleitor no Piauí

Prefeito paga carro-pipa para eleitor no Piauí

EDUARDO SCOLESE
da Folha, em Capitão Gervásio Oliveira (PI)

Na campanha em Capitão Gervásio Oliveira (PI), o serviço de carro-pipa do município só vale para eleitores do prefeito José Filho (PSB), candidato à reeleição.

No início de setembro, o carro-pipa abasteceu as cisternas apenas de famílias que se dizem simpáticas a mais um mandato do prefeito.

Nas demais casas, mesmo que próximas às atendidas, apenas a poeira da passagem do caminhão com água.

A Folha procurou o prefeito. Ele admitiu o uso do carro-pipa, mas apresentou diferentes versões sobre os custos da operação.

Primeiro, disse que o frete foi pago por seu comitê de campanha. Depois, afirmou que a prefeitura havia bancado o serviço.

"O carro-pipa passou aqui em frente, mas não sei por que não colocou na minha [cisterna]. Parece marcação com a gente", disse Teresinha da Silva, 61.

"Eu perguntei pro menino [motorista], mas ele disse que era só pros pontos marcados."

A menos de três quilômetros de Teresinha vive Domingos de Souza, 54. Ele ganhou do prefeito uma "pipada" na cisterna.

"Eu fui lá no comitê de campanha dele e pedi. Três dias depois vieram aqui e deram uma pipada d’água [cerca de 6.000 litros] na cisterna [com capacidade para 15 mil litros]", disse o agricultor.

                                                          Eduardo Scolese/Folha Imagem

Domingos de Souza, 54, que disse ter pedido água ao comitê do prefeito

Mais à frente, outro que viu apenas a poeira do caminhão. "A cisterna do meu pai está quase seca, mas lá eles não param de jeito nenhum. Eles sabem que a gente não vota nele de jeito nenhum", afirma Dario de Souza, 37.

Com cartazes do prefeito colocados na porta e na parede de casa, Cleide Gomes, primeiro negou a ajuda do prefeito. "A cisterna está cheia por causa das chuvas."

A chuva do começo do ano? Ela sorriu e disse: "Olha, [o carro-pipa] botou água mesmo. [A cisterna] estava sequinha e pra pegar água aqui é longe demais".

"A prefeitura é que paga, pra não dizer que a gente está fazendo política. A gente usa o recurso da prefeitura", disse o prefeito, logo após ter afirmado que a campanha pagara pela água.

Escrito por equipe às 21h32

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Nó na cabeça do eleitor

Nó na cabeça do eleitor

HUDSON CORRÊA
da Folha, em Confresa (MT)

Com apenas 14.912 eleitores, Confresa (MT) vive uma confusão eleitoral com sete candidatos a prefeito e registros de candidaturas indeferidas. Tem eleitor que não sabe mais quem é candidato.

O prefeito Mauro Sérgio de Assis (PT) disputava a reeleição, mas teve o registro indeferido porque suas contas de 2005 e 2006 foram rejeitadas. Ele desistiu de concorrer em favor do seu vice na chapa, Lauro Tarcisio Prestes de Oliveira (PR).

Luiz Carlos Machado, o Luiz Bang (PRP), também teve o registro indeferido por suposta fraude na compra de um veículo para a saúde em Porto Alegre do Norte, município vizinho a Confresa do qual foi prefeito em 1993 a 1996.

Luiz Bang recorreu e continua na campanha.

                                                               Hudson Corrêa/Folha Imagem

Luiz Carlos Machado, o Luiz Bang, de laranja, em fazenda em Confresa

Reportagem da Folha (aqui, para assinante) mostrou que Luiz Bang é acusado de aliciar trabalhadores para o trabalho escravo.

Iron Marques Parreira, o Dr. Iron (PP), foi acusado pela Polícia Civil de desviar R$ 18 milhões do município quando foi prefeito em 2001 e 2002. Ele foi preso.

A Justiça Eleitoral diz que Dr. Iron "ainda está cumprindo pena e, com os direitos políticos suspensos, nem mesmo poderia se filiar a partido político". O candidato, porém, batalha na Justiça para manter sua campanha.

Os três candidatos negam irregularidades.

O prefeito Mauro Sérgio diz que fez compras de R$ 1,5 milhão sem licitação baseado em um decreto de situação de emergência. "Os técnicos não explicaram que era preciso fazer reconhecer o decreto com a Defesa Civil", justificou.

Escrito por equipe às 12h36

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Caminhão vira palanque no Pará

Caminhão vira palanque no Pará

HUDSON CORRÊA
da Folha, em São Félix do Xingu (PA)

Caminhões são o palanque na campanha eleitoral em São Félix do Xingu (PA), cidade com mais de 1,5 milhão de cabeças de gado e 29 mil eleitores.

A equipe do ex-prefeito Antonio Paulino da Silva (PTB), o Antonio Levino, que tenta voltar ao poder, atravessa um caminhão na rua sem asfalto, próximo ao centro da cidade, e com a ajuda de um carro de som faz um comício.

Dono de um patrimônio de quase R$ 25 milhões, Levino não ostenta luxo na campanha.

No meio do público, estão pecuaristas que chegam ao local em camionetes Hilux.

O locutor, em clima de rodeio, vai chamando os candidatos para cima do caminhão.

Ao lado do público, barbantes sustentam bandeirinhas, parecidas com as de festa junina, todas com as fotos de Antonio Levino.

Primeiro são apresentados os candidatos a vereador que fazem discursos. Por fim, fala o postulante à prefeitura.

                                                                     Hudson Corrêa/Folha Imagem

Caminhão-palanque em São Felix do Xingu, no Pará

Escrito por equipe às 11h22

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Para exportação

Para exportação

EDUARDO SCOLESE
da Folha, em São Gonçalo do Piauí (PI)

São Gonçalo do Piauí exporta mão-de-obra para o plantio e corte de cana-de-açúcar para o interior de São Paulo.

Nessa época do ano, o conjunto habitacional Nova Vida, na periferia da cidade, está esvaziado. Os homens estão nos canaviais paulistas, enquanto as mulheres aguardam a chegada do dinheiro enviado mensalmente pelos maridos.

                                                                         Eduardo Scolese/Folha Imagem

Antonio da Silva, 34, recém-chegado dos canaviais paulistas

Em janeiro deste ano, contam os moradores, saiu de São Gonçalo do Piauí um ônibus com 63 lavradores para São Paulo.

O marido de Francisca Gianicy, 27, está desde maio passado no município de Pontal, a 344 km de São Paulo, na região de Ribeirão Preto.

"Não tem emprego aqui. Essa é a segunda vez que ele vai pra lá. Aqui, pra ter emprego na prefeitura, tem que ser concursado", diz Francisca, que tem José, 12, Francisco, 10, Atilson, 8, e Maria, 13, em casa.

No outro lado da rua, desempregado, está Antonio da Silva, 34, recém-chegado de um período de cinco meses no plantio de cana-de-açúcar, no município de Palestina (503 km de SP), próximo a São José do Rio Preto.

"Não volto nunca mais pra lá. Não compensa. A gente paga aluguel, comida e o que sobra não vale a pena. É melhor ficar aqui, fazendo meus bicos, ao lado da família", afirma o lavrador, casado e pai de dois meninos.

Escrito por equipe às 11h16

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De vez em quando, uns tiros

De vez em quando, uns tiros

HUDSON CORRÊA
da Folha, em Aragominas (TO)

O prefeito de Aragominas, Divino Pereira da Silva (PMDB), 51, o Rozico, diz que as eleições "são quentes" na cidade, apesar de o município ter somente 4.621 eleitores.

"De vez em quando, tentam me pegar nesses caminhos dos assentamentos [rurais do município]. Aí preciso dar uns tiros para o alto", diz Rozico, caindo na risada.

Rozico tem porte de arma? "Que nada, [é revólver] clandestino mesmo", admite, rindo.

"O negócio aqui é quente. Na última eleição, o pronto-socorro daqui atendeu 47 feridos. No comício é bom ter uns [seguranças] com pedaço de pau para segurar", conta.

Escrito por equipe às 11h17

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Cimento, cisternas, votos

Cimento, cisternas, votos

EDUARDO SCOLESE
da Folha, em Tauá (CE)

A chuva do início deste ano, a maior em volume d’água desde 1989, serviu para modificar um pouco a relação entre eleitores e candidatos em Tauá.

Com água nos açudes e nas cisternas e com as plantações bem encaminhadas, os eleitores da zona rural estão mais preocupados com pedidos de tratores e créditos do que com carros-pipas e frentes de trabalho emergenciais.

Mas a chuva não eliminou a prática de trocar votos por migalhas oferecidas pelos candidatos.

Numa comunidade a 50 km do centro da cidade, promotores eleitorais flagraram o motorista de um pau-de-arara com 15 sacos de cimento.

O material, a mando de um candidato a vereador, segundo apontou o próprio motorista aos promotores, seria entregue a dois agricultores. Cimento pros dois, e votos pra um.

Resultado: o motorista e os dois eleitores foram presos em flagrante. O vereador será ouvido nesta semana.

Segundo a legislação eleitoral, é crime oferecer e aceitar dinheiro, bens ou favores em troca de voto, por isso o motorista e os agricultores foram presos. Pagaram fiança de três salários mínimos cada um e foram soltos no dia seguinte.

Enquanto a investigação não é concluída, os 15 sacos de cimento permanecem amontoados no hall de entrada da delegacia do município.

                                                    Eduardo Scolese/Folha Imagem

Cimento empilhado em delegacia de Tauá                   

Outra prática comum em municípios que sofrem com a seca é a troca do voto por cisternas.

Os promotores eleitorais de Tauá deram a dica, e a reportagem da Folha foi conferir in loco, numa comunidade a 35 km do centro da cidade.

Nessa época, há duas formas de seduzir o eleitor com cisternas. Uma, mais discreta, é abrir um buraco redondo na terra e aguardar o fim das eleições para cumprir o prometido _caso seja eleito, óbvio. Outra é ignorar o período eleitoral e construir a cisterna completa, de uma vez só.

Procurada antes do deslocamento, a Prefeitura de Tauá disse que oficialmente nenhuma cisterna está sendo construída por ela neste período eleitoral. Segundo a administração, também não há no município obras de cisternas em andamento.

Logo na chegada à comunidade, ao lado de uma pequena casa, um buraco recém-aberto para a entrada da cisterna. A terra escavada ainda estava amontoada ao redor. Ao lado, montes de areia prontos para serem usados na estrutura do reservatório.

Dono da casa, José Alex da Silva, 50, nega ser esse um presente de político às vésperas das eleições.

Ao ouvir a identificação do repórter, afirma: "Nessa época de eleições a prefeitura não pode construir cisterna, por isso eu fiz o buraco e depois, mais pra frente, vou construir com o meu próprio dinheiro", apressa-se em dizer.

"A gente faz isso com o nosso dinheiro, porque político não pode dar nada", afirma a mulher dele, Terezinha Cavalcanti, 53, funcionária da prefeitura.

A Folha conversou com outros moradores da comunidade. Alguns, desconfiados e sem dizer o nome, afirmam que, nesta época, a construção de cisternas é apenas uma das formas de compra de voto. Outra comum é emprestar tratores a pequenos lavradores.

Em eleições passadas, dizem, a coisa era bem pior.

Escrito por equipe às 16h56

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Políticos na passarela

Políticos na passarela

EDUARDO SCOLESE
da Folha, em Santa Maria da Vitória (BA)

Separados pelo rio Corrente, moradores das baianas Santa Maria da Vitória e São Félix do Coribe há anos sonham com uma passarela que ligue os centros das duas cidades e os tire, de uma vez por todas, da perigosa ponte que, hoje, é o único caminho entre elas.

Na atual ponte, as pessoas têm à disposição apenas uma estreita calçada, colada ao vai-e-vem de carros, ônibus e carretas que atravessam as duas cidades, rumo a Brasília ou, no sentido contrário, para o centro-sul do Estado.

Apesar de o sonho parecer próximo, sempre aparece um entrave para atrapalhar as coisas. Totalmente federal, o dinheiro para a construção da passarela, cerca de R$ 7 milhões, está à disposição desde o ano passado, por meio de uma emenda de um deputado federal.

À época, porém, o prefeito de Coribe, adversário do deputado, decidiu não autorizar o início das obras, o que obrigou o Ministério Público da Bahia a apresentar uma ação civil pública na Justiça, cuja decisão favorável, ou seja, autorizando a obra, saiu apenas em maio passado. Tudo pronto para começar os trabalhos, o Ministério Público vetou a obra, alegando que, "às vésperas do início do período eleitoral, a construção da passarela poderia ser usada na campanha de candidatos tanto do lado de Santa Maria da Vitória como de São Félix do Coribe". “Entramos em contato com o Exército, responsável pela obra, e sugerimos que ela somente fosse iniciada após as eleições, o que foi acatado”, afirma o promotor eleitoral Pedro Nogueira.

Nas ruas de Santa Maria da Vitória, por exemplo, a descrença parece completa. “Eu não acredito mais nessa passarela”, afirma o mototaxista Nailton de Souza, 27. “Se ela sair, vai ser ruim pra mim, pois vou perder muito trabalho, mas será bom pra população, com certeza”, completa. Outro descrente na passarela é o comerciante João Carlos Lima, 36. “Político é tudo igual. Fala, fala e não faz nada. Mas, se por acaso sair a passarela, vai melhorar muito por aqui”, diz.

 

Escrito por equipe às 18h21

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Alegria de uns...

Alegria de uns...

EDUARDO SCOLESE
da Folha, em Tauá (CE)

As chuvas do início deste ano em Tauá (CE), um dos municípios que mais sofrem com a seca no país, encheram os açudes, irrigaram as plantações, alimentaram os animais, mas, ao mesmo tempo, prejudicaram um grupo de profissionais: os donos de carros-pipas.

                                                       Eduardo Scolese/Folha Imagem

Francisco Clóvis Giacome, 64, dono de um caminhão-pipa em Tauá, no Ceará

Sem a habitual estiagem, caminhões estão parados, ao contrário do vai-e-vem incessante de períodos anteriores.

Só nos últimos três anos, Tauá entrou nove vezes em estado de emergência por conta da seca.

Um dos motoristas parados pela crise na chamada "indústria da seca" é Francisco Clóvis Giacome, 64. Seu caminhão-pipa está estacionado no quintal de casa, na periferia da cidade.

Desde 1990 ele recebe dinheiro do governo federal para percorrer o município e distribuir água às vítimas da seca.

Como dizem em Tauá, pra encher uma cisterna, é preciso duas "carradas" (cargas) de um caminhão-pipa. Cada "carrada" equivale a cerca de 7.000 litros d’água.

Neste ano, Giacome terá pouco trabalho.

"É ruim para alguns, como eu, mas [o período de chuvas] é bom para a maioria", afirma.

Escrito por equipe às 09h05

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Irmão Lula

Irmão Lula

EDUARDO SCOLESE
da Folha, em Riacho Frio (PI)

Está em Riacho Frio um dos 179 candidatos que registraram seus apelidos como "Lula" nos cartórios eleitorais. São os xarás do presidente espalhados em disputas por todo o Brasil.

O "Lula" de Riacho Frio é Alberto Luiz Maciel do Nascimento, 38, agente comunitário do Ministério da Saúde e fundador do PT municipal. O diretório local foi criado quatro meses atrás.

Ele jura que tem o apelido "Lula" desde criança e que, quando sai para fazer campanha na zona rural, é recebido com brincadeiras do tipo: "Olha lá, chegou o nosso presidente".

"Essa é uma brincadeira que incentiva, que ajuda. As pessoas dizem que vão votar em mim porque eu sou o Lula do PT", diz o candidato a uma das nove vagas de vereador na cidade de 4.884 habitantes.

Para ser eleito para a Câmara, um candidato precisa de cerca de 200 votos na cidade.

O "Lula" de Riacho Frio é evangélico, por isso registrou seu apelido como "Irmão Lula".

Nos cartazes e nas paredes das casas, porém, o "irmão" desaparece. É só "Lula", em tinta vermelha, ao lado do número 13.333.

                                                       Eduardo Scolese/Folha Imagem

Alberto Luiz Maciel do Nascimento, 38, o "Irmão Lula"

Escrito por equipe às 20h57

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Salada partidária

Salada partidária

EDUARDO SCOLESE
da Folha, em Monte Alegre do Piauí (PI)


                                             Eduardo Scolese/Folha Imagem

Às margens da BR-135, rodovia também conhecida como Transpiauí, a sede do comitê de campanha à reeleição de Clézio Gomes da Silva (PTB) chama a atenção do motorista não apenas pelo multicolorido da fachada mas pelo leque de partidos reunidos em torno de sua candidatura.

Lá estão, lado a lado, apoiando o candidato, PT e Democratas.

Mais à direita da parede, PMDB e PTB. Mais à esquerda, PSDB e PR.

O adversário de Clézio é o agricultor Davinelson Soares Rosal (PSC), com o apoio de PRB, PDT, PP e PSB.

Com 10.335 habitantes (IBGE, 2007) e 7.342 eleitores aptos a votar nestas eleições, Monte Alegre do Piauí está a 812 km de Teresina, capital do Estado.

Escrito por equipe às 11h08

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Paradinha na campanha

Paradinha na campanha

HUDSON CORRÊA
da Folha, em Xambioá (TO)

Em época de lista suja, relação de nomes de candidatos nas eleições que respondem a processo judicial, o prefeito de Xambioá (TO), Richard Santiago Pereira (PMDB), 41, teve de interromper a sua campanha à reeleição para uma audiência no fórum da cidade.

Richard Santiago responde a ação civil pública por improbidade administrativa movida, desde 2006, pelo Ministério Público Estadual. Crime de improbidade consiste em lesão ao patrimônio público ou enriquecimento ilícito.

Xambioá foi um dos palcos da Guerrilha do Araguaia, movimento armado liderado pelo PC do B de 1972 a 1975 na divisa de Pará, Maranhão e Tocantins.

O prefeito chegou atrasado ao Fórum cumprimentando, com desenvoltura de candidato, as pessoas que estavam na sala de espera. Nem todas lhe estenderam a mão. Ao ser abordado pela Folha, o prefeito, irritado, negou-se a falar com a reportagem. No fim da audiência, o Ministério Público pediu vistas ao processo.

Escrito por equipe às 18h13

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As revelações de Curió

As revelações de Curió

HUDSON CORRÊA
da Folha, em Curionópolis (PA)

Ex-prefeito de Curionópolis (PA), cassado em julho sob acusação de comprar votos na eleição de 2004, na qual foi reeleito, Sebastião Rodrigues de Moura, 73, conhecido como Curió, disse que concluiu uma biografia sobre sua participação na guerrilha do Araguaia.

O trabalho, segundo ele, surpreenderá a esquerda e a direita do país. "O material já está na gráfica", afirma.

Curió não adianta o conteúdo do livro. Ele diz que possui documentos oficiais sobre a guerrilha do Araguaia, movimento armado liderado pelo PC do B de 1972 a 1975 na divisa entre Pará, Maranhão e Tocantins.

Coronel reformado do Exército, o ex-prefeito combateu a guerrilha do Araguaia.

Afastado do poder, Curió faz campanha para aliados em Curionópolis, cidade cujo nome foi dado em sua homenagem.

No começo da década de 80, Curió, ex-agente do SNI (Serviço Nacional de Informação), comandou Serra Pelada, atualmente distrito de Curionópolis.

                                         Hudson Corrêa/Folha Imagem

Curió em sua casa em Curionópolis

Escrito por equipe às 11h21

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O dono da voz

O dono da voz

EDUARDO SCOLESE
da Folha, em Tauá (CE)

Em Tauá, numa das regiões mais secas do Ceará, o apoio oficial do presidente Lula, disputado pelo país por conta de sua popularidade recorde, está com o candidato Odilon Aguiar, do PMDB, coligado com PT e PSDB, entre outros.

O médico Ronaldo César, do PDT, adversário de Aguiar, encontrou uma forma, no entanto, de fazer o eleitor vincular o seu nome ao do presidente.

Dr. Ronaldo, como é conhecido, pagou R$ 2.000 a uma produtora do interior do Paraná por dois jingles de campanha. Um deles é uma cópia do jingle da candidatura de Lula em 2002.

Ouça o jingle aqui.

O pedetista diz ter feito de tudo para atrair o PT para sua coligação, mas não conseguiu.

Questionado sobre o jingle de seu adversário, Odilon Aguiar disse: "Eu não presto atenção nas músicas de meu adversário. Eu estou preocupado com as minhas".

 


Escrito por equipe às 22h37

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Blog do caderno Brasil, da Folha, com curiosidades e bastidores das campanhas pelo país, nas ruas e no horário eleitoral. É coordenado por editores do caderno, com produção de repórteres e redatores, em São Paulo, das sucursais de Brasília e do Rio e dos correspondentes da Agência Folha.

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