Francisco Miranda Santana, presidente do diretório do PV em Madureira, no Rio, foi agredido e teve sua bandeira do partido rasgada hoje supostamente por cabos eleitorais de Eduardo Paes (PMDB).
Santana estava distribuindo panfletos de Fernando Gabeira, candidato do PV e adversário de Paes.
A confusão ocorreu em Madureira, na zona norte do Rio, durante caminhada pelo bairro do peemedebista, que estava acompanhado de Jandira Feghali, sua nova aliada do PC do B.
Paes condenou o ocorrido. "Isso é inaceitável. Se alguém fez isso, tem de ser punido".
Gabeira prestou solidariedade ao militante agredido e o acompanhou até a 29ª DP em Madureira para registrar queixa.
Segundo a assessoria de Gabeira, Miranda foi chutado e teve seus óculos quebrados.
"A estratégia de espancamento conduz para a derrota", sentenciou Gabeira.
A Folha realiza na próxima quinta-feira, dia 16, das 11h às 13h, um debate entre Fernando Gabeira (PV) e Eduardo Paes (PMDB), que disputam o segundo turno no Rio.
As inscrições para participar já estão abertas.
Ao longo do debate, os candidatos poderão fazer perguntas livremente um para o outro, mas também responderão a questões feitas por jornalistas da Folha, pela platéia (que poderá enviar questões por escrito durante o debate) e pelos internautas.
O jornal selecionará questões que contemplem as principais áreas relacionadas à administração municipal.
O debate será realizado no cinema Odeon Petrobras (praça Floriano, 7, Cinelândia, no centro do Rio).
Os interessados em participar do debate podem se inscrever gratuitamente a partir de segunda-feira pelo telefone 0/xx/21/3231-9387, das 9h às 18h, ou pelo e-mail eventofolha@folhasp.com.br.
"As práticas do PFL [antigo nome do DEM] não são práticas que os outros partidos dessa cidade têm conhecimento. São práticas que foram extintas, práticas coronelistas, do não diálogo com a população"
Marta Suplicy, candidata do PT, sobre o partido do adversário Gilberto Kassab (DEM)
Ao mesmo tempo em que reduzirá suas atividades de rua nas próximas semanas, Gilberto Kassab (DEM) vai incorporar 200 cabos eleitorais saídos da campanha do PSDB aos 1.100 já contratados no primeiro turno.
O coordenador de mobilização da campanha, Sérgio Kaobayashi, disse que outros podem ser contratados ao longo do segundo turno.
"Tudo vai depender da campanha de Marta Suplicy, Se eles forem mais agressivos, também seremos. O PT vai ser nossa régua."
A Folha sabatina na próxima segunda, dia 13, a ex-prefeita Marta Suplicy (PT). Na terça, dia 14, o sabatinado será o prefeito Gilberto Kassab (DEM).
As inscrições para participar dos eventos já estão encerradas. No entanto, o internauta pode enviar perguntas aos dois candidatos pelo e-mail perguntadasabatina@grupofolha.com.br.
As duas sabatinas serão realizadas das 15h às 16h30 no teatro Folha (shopping Patio Higienópolis, 618, 2º piso, SP).
No segundo turno, as campanhas definiram que os candidatos participarão apenas dos debates acertados com redes de televisão. Por essa razão, a Folha realizará sabatina em São Paulo, e não debate, como no Rio.
Ao longo da sabatina, os candidatos responderão a perguntas de jornalistas da Folha, da platéia (que poderá enviar questões por escrito ao longo do debate) e dos internautas.
Já tinha acontecido com Gilberto Kassab e ontem foi a vez de Marta Suplicy ficar embaraçada diante de uma criança.
Durante caminhada na Santa Cecília, no centro, a candidata do PT perguntou a uma menininha quem iria ganhar as eleições em São Paulo.
A resposta veio seca: "É o Kassab", respondeu ela, sorridente, para Marta.
A petista se fez de desentendida e prosseguiu com os abraços e apertos de mão com os pedestres.
Marlene Bergamo/Folha Imagem Marta brinca com crianças no bairro de Santa Cecília, hoje
No mesmo bairro, um rapaz que não quis se identificar gritou: "Relaxa e goza, Marta. Você já perdeu".
Os militantes que acompanhavam Marta pediram para o rapaz ir embora. Ele ainda retrucou e só deixou o local quando a petista entrou no carro da comitiva.
Gilberto Kassab, candidato do DEM, rebatendo ministros de Lula, que, em apoio a Marta Suplicy (PT), associaram o prefeito ao "conservadorismo" e à "direita disfarçada"
No jogo de cena que se seguiu ao primeiro turno, José Serra, dado por vencedor e líder da oposição até na "Economist", ligou e pediu audiência com Lula. Posou para as câmeras com Dilma Rousseff, mas o importante, talvez o motivo maior para operação tão inusitada, veio quando deixou o encontro e criticou o presidente do Banco Central.
Pouco antes, Fernando Henrique havia surgido diante dos microfones para ironizar o ministro da Fazenda. A "mise-en-scène" serrista evidenciou que ele não se limita mais a lamentar o neoliberalismo que ainda tenta controlar o discurso na oposição.
De um lado, o ex-presidente e o PSDB no Congresso, de Arthur Virgílio e José Aníbal, querem associação com Henrique Meirelles, realizando encontro com o BC, buscando semelhanças com o Proer.
De outro, o governador questiona abertamente o mesmo Meirelles, que não se uniu a dezenas de outros banqueiros centrais, dos EUA à China, da Europa à Austrália, no corte coordenado dos juros. Pelo contrário, economistas da ordem fernandista defendem até elevação dos juros.
O confronto prossegue na semana que vem, quando FHC e os tucanos do Congresso chamam Pedro Malan, hoje no Unibanco, e Armínio Fraga, hoje no Gávea, para tentar enquadrar publicamente o discurso tucano ─e José Serra, uma vez mais.
Mas o presidenciável tucano sabe mais, para sua campanha já em andamento, quando o mundo se volta à maior regulação, até à nacionalização.
***
Por falar em tucano à direita, Geraldo Alckmin acertou em uma coisa, ao comentar um mês atrás que sentia a imprensa mais presente nesta eleição. Ele vinha de uma campanha presidencial em que mal havia percebido o jornalismo.
Vale como comentário sobre o tratamento diverso a que foi dispensado, mas a constatação vai muito além do eventual favorecimento deste ou daquele. A mídia tradicional voltou a comandar o espetáculo, influente ao menos em nível local. Desta vez, pouco se ouviu de sua suposta decadência.
Nos bastidores, elas já vêm sendo feitas há alguns dias. Agora surgiu a primeira crítica aberta à campanha de Marta Suplicy (PT) feita por um petista.
O vereador Carlos Neder, que não se reelegeu, escreveu em seu site que "houve um erro estratégico no período que antecedeu ao início da campanha".
Para ele, o erro foi "preservar Kassab e seu governo de críticas, escolhendo-os como adversários teoricamente mais fáceis de serem batidos".
Neder é ligado ao deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP), a quem coordenadores da campanha de Marta atribuem críticas veladas às estratégias escolhidas por eles.
Neder, Cardozo e o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) se reúnem na segunda-feira para debater as eleições.
A Folha promove na próxima quarta-feira, dia 15, das 11h às 13h, um debate entre Marcio Lacerda (PSB) e Leonardo Quintão (PMDB), que disputam o segundo turno em Belo Horizonte (MG). As inscrições para participar já estão abertas.
O debate em Belo Horizonte, assim como no Rio, terá um formato que permitirá ao máximo o confronto de idéias entre os dois candidatos.
Lacerda e Quintão poderão fazer perguntas livremente um para o outro, mas também responderão a questões feitas por jornalistas da Folha, pela platéia (que poderá enviar questões por escrito durante o debate) e pelos internautas, que já podem enviar suas perguntas para perguntadodebate@grupofolha.com.br.
O jornal selecionará questões que contemplem as principais áreas relacionadas à administração municipal.
O debate será realizado no teatro Dom Silvério (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro), em Belo Horizonte.
Os interessados em participar podem se inscrever a partir de hoje (exceto final de semana) pelo telefone 0/ xx/11/3224-3473, das 14h às 19h, ou pelo e-mail eventofolha@folhasp.com.br.
Líder na pesquisa, Gilberto Kassab (DEM) vai reduzir atividade de rua durante as próximas semanas, priorizando agenda oficial de prefeito e gravações para a TV.
A orientação é evitar exposição a risco desnecessário. Ontem, por exemplo, um grupo de cabos eleitorais do PT o "esperava" no Itaim Paulista, na zona leste.
Na periferia, tradicional reduto petista, Kassab vai priorizar agenda de prefeito, escapando de possíveis armadilhas.
Como diz um comandante da campanha, a idéia é que Kassab se concentre em sua "clientela", dando umas "beliscadas no eleitorado petista".
A campanha de Marta Suplicy fez um apelo, o presidente Lula cedeu e participa nesta tarde de ato em São Paulo ao lado da candidata.
Petistas apostam mais uma vez na popularidade de Lula para melhorar o desempenho da ex-prefeita nas pesquisas. Ela tem agora 17 pontos de desvantagem para Gilberto Kassab (DEM), diz o Datafolha.
O levantamento desta semana mostrou, no entanto, que 67% do eleitorado ficaria indiferente ao apoio do presidente a um candidato.
Apenas 13% dos paulistanos dizem que poderiam votar no candidato apoiado por Lula neste segundo turno.
Outros 18% afirmam que não votariam no escolhido do presidente.
Na capital paulista, 53% avaliam o governo Lula como "ótimo/bom".
Além de carros, motos e até barcos de pesca, carroças de catadores de papelão também foram alvo de candidatos em busca de espaço para fazer propaganda eleitoral em São Paulo, relata artigo da revista "Economist" desta semana.
Segundo a reportagem, a competitividade da democracia brasileira impressiona pelos recursos usados pelos candidatos, que não se limitam a bombardear visualmente os eleitores com cartazes, mas também usam jingles enlouquecedores de tão repetitivos, transmitidos por alto-falantes instalados em carros e caminhões.
A "Economist" chama a atenção ainda para a eleição de celebridades locais, como Túlio Maravilha, vereador eleito em Goiânia que "ostenta ter feito mais de 800 gols", e o transexual Leo Kret do Brasil, que obteve a quarta maior votação para a Câmara Municipal de Salvador.
De acordo com a revista, a eleição municipal também dá alguns sinais de como será a disputa para presidente em 2010.
O desempenho modesto do PT mostra que a capacidade de Lula de transformar sua "extraordinária popularidade" em votos é limitada. Já José Serra (PSDB) sai consagrado como o mais forte adversário de um candidato petista à Presidência.
Serra, diz a "Economist", é o grande vencedor das eleições. Seu apoio silencioso a Gilberto Kassab (DEM) resultou no surpreendente primeiro lugar do democrata contra a candidata do PT, Marta Suplicy.
Pelo menos um empregado da campanha de Gilberto Kassab (DEM) participou ontem de uma atividade oficial do prefeito, acompanhando-o numa vistoria na zona leste. Foi no recém-inaugurado Ceu Três Pontes, em São Miguel Paulista.
Ao lado de um senhor que usava crachá de campanha de Kassab, Ricardo Brito Viana incentivou os alunos de uma turma a gritar Kassab enquanto o prefeito se aproximava da sala de aula.
À porta da sala, Viana ─como ele mesmo se identificou─ erguia os braços para que gritassem mais alto.
O rapaz participou de atividade de Kassab já como candidato, no Itaim Paulista. Um dos coordenadores da campanha de Kassab, Carlos Takahashi identificou Viana como um "animador de rua" da campanha.
Moacyr Lopes Júnior/Folha Imagem Membro da comitiva de Kassab incentiva crianças a gritarem o nome do prefeito e candidato no CEU Três Pontes, na zona leste
A Folha sabatina na próxima segunda, dia 13, a ex-prefeita Marta Suplicy (PT). Na terça, dia 14, o sabatinado será o prefeito Gilberto Kassab (DEM).
As inscrições para participar dos eventos já estão abertas.
As duas sabatinas serão realizadas das 15h às 16h30 no teatro Folha (shopping Patio Higienópolis, 618, 2º piso, SP).
No segundo turno, as campanhas definiram que os candidatos participarão apenas dos debates acertados com redes de televisão. Por essa razão, a Folha realizará sabatina em São Paulo, e não debate, como no Rio.
Ao longo da sabatina, os candidatos responderão a perguntas de jornalistas da Folha, da platéia (que poderá enviar questões por escrito ao longo do debate) e dos internautas, que já podem enviar suas perguntas para perguntadasabatina@grupofolha.com.br.
Os interessados em participar das sabatinas podem se inscrever nesta sexta-feira das 14h às 19h pelo telefone 0/xx/11/3224-3473 ou pelo e-mail eventofolha@folhasp.com.br.
A Folha realiza na próxima quinta-feira, dia 16, das 11h às 13h, um debate entre Fernando Gabeira (PV) e Eduardo Paes (PMDB), que disputam o segundo turno no Rio. As inscrições para participar já estão abertas.
Ao longo do debate, os candidatos poderão fazer perguntas livremente um para o outro, mas também responderão a questões feitas por jornalistas da Folha, pela platéia (que poderá enviar questões por escrito durante o debate) e pelos internautas, que já podem enviar suas perguntas para perguntadodebate@grupofolha.com.br.
O jornal selecionará questões que contemplem as principais áreas relacionadas à administração municipal.
O debate será realizado no cinema Odeon Petrobras (praça Floriano, 7, Cinelândia, no centro do Rio).
Os interessados em participar do debate podem se inscrever gratuitamente a partir desta sexta-feira (exceto final de semana) pelo telefone 0/xx/21/3231-9387, das 9h às 18h, ou pelo e-mail eventofolha@folhasp.com.br.
Para 29% dos paulistanos, Geraldo Alckmin deveria apoiar Marta Suplicy no segundo turno contra Gilberto Kassab, diz o Datafolha.
A maioria (58%), no entanto, acha que o tucano tem de apoiar o prefeito do DEM. Esse percentual sobre para 75% entre os que contam que votaram em Alckmin no primeiro turno.
Nesta semana, um grupo de alckmistas resistentes manteve conversas com a campanha do PT e pretende declarar apoio à ex-prefeita.
A pesquisa divulgada hoje na Folha, que mostrou vantagem de 17 pontos de Kassab sobre Marta, revela que só 9% dos eleitores que declararam voto em um dos dois candidatos dizem que a escolha ainda pode mudar.
"Não acabou a eleição, vamos para a rua. (...) A gente tem que começar a recuperação desses votos. A pessoa vai para outro candidato, sedimenta. Agora começam as propagandas de TV, as falas, aí a pessoa focaliza melhor"
Marta Suplicy, candidata do PT, ao comentar a desvantagem de 17 pontos na pesquisa Datafolha
Com as eleições deixadas para trás, o ex-governador Geraldo Alckmin se preocupa agora em afinar os instrumentos para voltar à prática da medicina. O retorno está marcado para amanhã.
No seu escritório, o jaleco branco já está passado e pendurado, pronto para o uso.
Ao falar dos atendimentos que fará no ambulatório da Escola Paulista de Medicina ─todos pelo Sistema Único de Saúde, diz ele, com orgulho─, suas feições ficam mais alegres e sua fala, mais solta e humorada do que na reta final da campanha.
Aproveitando o tempo livre nesta semana, o tucano recebeu visitas em seu escritório político, foi a uma revisão no dentista e viajou a Pindamonhangaba.
Apesar de evitar o tema política ou eleições, relembrou apenas as lições de Mario Covas, como a frase dita por ele quando convidou Alckmin para repetir a dobradinha e concorrer a uma difícil reeleição ao governo de São Paulo, em 1998.
"Eu hesitava em aceitar ser vice, achei que ele [Covas] ganharia mais votos com outra pessoa, porque meus votos já eram dele. Covas olhou para mim e perguntou: "Está com medo de perder uma eleição?’".
As mulheres conquistaram nestas eleições 23% mais prefeituras do que haviam conseguido em 2004.
Elas, no entanto, ainda representam menos de um décimo dos chefes dos executivos municipais do país.
Segundo levantamento da Folha com base em dados do TSE, foram eleitas 500 prefeitas em todo o Brasil no último domingo. O número ainda pode crescer, já que seis mulheres disputam o segundo turno.
Em 2004, incluindo as eleitas no segundo turno, 407 mulheres se elegeram prefeitas.
A região Nordeste concentra, proporcionalmente, mais prefeitas eleitas que no restante do país, com 12,8% de mulheres no cargo. Nas cidades da região Sul, a proporção é de 5,8%.
Apesar de ver esse dado de forma positiva, a coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Marlise Matos, chama a atenção para a baixa proporção de mulheres nos cargos políticos.
"Há uma tendência a aumentar. Mas é um aumento tão lento, que, para se chegar a 30% de representação feminina, vamos levar mais 72 anos", diz Matos.
A quantidade de eleitas nas Câmaras se manteve estável. Neste ano, 6.510 mulheres foram eleitas vereadoras _há quatro anos, a diferença foi de 0,6% a mais.
No site de Marta Suplicy, o destaque: "Marta faz Ibope da Band subir".
Conta que no programa a petista "falou sobre suas propostas para melhorar o trânsito e o transporte público da cidade".
Mas não comenta que ela chamou o adversário Gilberto Kassab (DEM) de "dissimulado", ecoando crítica de Geraldo Alckmin (PSDB), feita ainda no primeiro turno.
"O Alckmin estava certo quando chamou ele de dissimulado", disse ela.
Também deixa de fora a gafe que a ex-prefeita cometeu: chamou Datena, da Band, de Faustão, atração da Globo.
"Gostei do Faustão. Eu até pareço com ele", ironizou Datena. "Eu só queria ter o dinheiro dele."
Mais tarde, o apresentador, brincando, devolveu: se referiu a ela como Luiza Erundina, ex-prefeita paulistana que já foi do PT.
Segundo a campanha da candidata, o programa de ontem tinha "5 pontos no Ibope e, logo no primeiro minuto [da presença de Marta], passou para 5.9, com picos de até 6.1 pontos".
A Folha teve acesso aos dados sobre a audiência do programa.
O "Brasil Urgente" começou às 17h54. Às 18h36, um minuto antes de Marta entrar no ar, a audiência registrava 7 pontos. Às 18h37, quando começou a participação da petista, o Ibope foi para 6,7 e oscilou até às 19h20, quando ela deixou o programa. Chegou a registrar 7,7.
Durante a participação dela, a média foi de 6 pontos. O programa todo, no entanto, registrou média de 6,5.
Cada ponto na Grande São Paulo equivale a 56 mil domicílios.
"O Alckmin estava certo quando chamou ele [Kassab] de dissimulado. Agora [ele] passa um verniz em cima, as pessoas não pensam bem de que partido é, [ele] se abriga nas asas e no verniz que o Serra põe, e as pessoas esquecem que esse homem tem biografia: esteve junto com o Pitta"
Marta Suplicy, candidata do PT, sobre a trajetória do adversário Gilberto Kassab (DEM)
Criticada pelo governador José Serra (PSDB), a proposta de Marta Suplicy (PT) para ampliar o metrô é defendida pelo coordenador da campanha petista, Carlos Zarattini.
Segundo ele, o plano de expansão atual é que está equivocado.
"Não vemos nenhuma dificuldade nas equipes sentarem juntas e discutirem um projeto comum. O metrô não é propriedade dos diretores da companhia metropolitana. É uma empresa pública que tem que interagir com a prefeitura", afirma.
Ao responder às críticas de Serra, Zarattini diz que o plano de Marta adota um princípio de atender à periferia, enquanto o atual privilegiaria as áreas centrais.
"A proposta da Marta não é uma invenção, partiu de estudos e de pessoas que têm conhecimento na área. A atual gestão modificou esse trabalho. No nosso modo de ver, essa opção deles é muito equivocada", afirma.
Segundo Zarattini, secretário dos Transportes na gestão Marta (2001-2004), o atual plano prevê linhas para áreas sem demanda.
"A linha 6, por exemplo, passa no Higienópolis e no Pacaembu. Nós não vemos sentido em colocar uma linha onde não vai haver passageiro. Não sei o objetivo de passar uma linha na avenida Higienópolis."
Um grupo de alckmistas resistentes, não ligados ao PSDB, decidiu rebelar-se de vez e declarar apoio a Marta Suplicy (PT).
O grupo ─que estaria perto de 2.500 pessoas─ se intitula "Movimento é a hora do troco", manteve conversas hoje com representantes da campanha da petista e já embarcou na disputa contra Gilberto Kassab (DEM) mais uma vez.
"O PSDB fechou com o Kassab, mas esqueceram que a gente não é voto deles, mas do Geraldo", disse um professor que estava no encontro promovido pelo grupo na manhã de ontem.
Entre os partidários do "Votou em Alckmin, vota em Marta", estão camelôs, representantes de associações de funcionários públicos, líderes comunitários, aposentados e ONGs da periferia.
Magoados com o tratamento recebido pelo ex-governador, que foi abandonado por seu partido, já estão planejando adesivos dizendo: "Quem vota em traidor nunKASSABe o que pode acontecer".
A campanha de Marta, que afirma que todo apoio é bem-vindo, nega que patrocinará os adesivos.
Mais à vontade depois de o PSDB aprovar o apoio à reeleição de Gilberto Kassab, o governador José Serra solta o que manteve represado no primeiro turno: uma alfinetada na ex-prefeita Marta Suplicy.
Em entrevista à Folha, o tucano afirmou que as propostas "sem pé nem cabeça" que a petista fez para o metrô "vão minar a credibilidade" dela.
"O que pensei em dizer a Marta Suplicy, no primeiro turno, mas me contive? Se eu fosse o Cesar Maia, que opina, até de forma bem interessante, sobre as campanhas adversárias, teria aconselhado que ela não acreditasse nessas propostas sem pé nem cabeça sobre o metrô que seus assessores estão lhe empurrando. Só vão minar sua credibilidade", diz ele.
O governador continua: "E que parasse com essa mania de dizer que tudo em São Paulo foi ela que fez. Esse bordão já tem dono e não tem dado muito certo. Mas, como não sou o Cesar Maia...".
Os 17 prefeitos das capitais reeleitos ou que foram ao segundo turno conseguiram aumentar 47%, em média, o número de votos recebidos neste primeiro turno em comparação com 2004.
Luizianne Lins (PT), em Fortaleza, lidera a lista de crescimento na popularidade entre os eleitores. Em 2004, recebeu 248 mil votos no primeiro turno e acabou vencendo só na etapa final.
Neste ano, a petista mais que dobrou os votos e recebeu o apoio de mais de 593 mil eleitores.
Os reeleitos em Curitiba, Maceió e Porto Velho também mais que dobraram os votos recebidos no primeiro turno de 2004.
Beto Richa (PSDB) foi eleito em Curitiba com 778.514 votos, 77% dos válidos. O número representa um crescimento de 136% em relação a 2004.
Em Maceió, Cícero Almeida (PP) teve recorde de votação, sendo eleito com 81% dos votos válidos.
Em apenas 4 das 17 capitais em que os prefeitos tentaram a reeleição, os atuais administradores tiveram menos votos do que há quatro anos: Manaus, Salvador, Palmas e Belém.
Na capital paraense, o prefeito Duciomar Costa (PTB) foi ao segundo turno com 28% menos votos do que em 2004.
A Band encerrou há pouco a reunião que definiu as regras para o primeiro debate do segundo turno em São Paulo, no próximo domingo.
Ao todo, os candidatos deverão se enfrentar diretamente durante 80 minutos, com 64 momentos de confronto direto, de acordo com o diretor de jornalismo da emissora, Fernando Mitre.
O debate todo terá duração de cerca de duas horas, a partir das 20h45.
A novidade é que, ao estilo norte-americano, Marta Suplicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM) estarão de pé, lado a lado, sendo a petista do lado esquerdo do vídeo.
O mediador, Boris Casoy, ficará à frente dos dois, de costas para a platéia.
Fotos Caio Guatelli - 11.set.08/Folha Imagem Kassab e Marta durante o debate da Band, no primeiro turno
Serão quatro blocos. No primeiro, Casoy faz a mesma pergunta aos dois, sendo Marta a primeira a responder, por sorteio. Cada um terá dois minutos para a resposta.
Em seguida, cada candidato perguntará duas vezes ao adversário. As questões sempre terão de ter no máximo um minuto, as respostas, dois, e réplica e tréplica, um minuto cada uma.
No segundo e quarto blocos, mais duas perguntas de candidato para candidato.
O terceiro ficará com a interpelação dos jornalistas da Band. Segundo Mitre, mesmo nesse bloco, haverá confronto, porque eles terão direto a comentários e tréplicas.
Apenas 2 dos 12 vereadores tucanos de São Paulo não conseguiram a reeleição: José Rolim e Tião Farias.
Eles foram os "fiéis" da bancada e se envolveram na campanha de Geraldo Alckmin. Os dez tucanos que se reelegeram ou trabalharam para Gilberto Kassab (DEM) ou fizeram jogo duplo, participando das duas campanhas.
A bancada dos vereadores teve participação ativa na disputa interna do PSDB pelo apoio à reeleição do prefeito.
Após a definição da candidatura Alckmin, sete vereadores nem mesmo gravaram participação no programa de TV do PSDB.
Rolim e Farias gravaram e se envolveram mais na campanha.
Sem Alckmin na disputa, Rolim esteve hoje na caminhada de Kassab. Abraçou o prefeito, mas negou estar pedindo emprego.
"Nosso objetivo é primeiro eleger Gilberto Kassab, depois pensar em Serra presidente", disse.
Questionado se achava que tinha sido prejudicado pela divisão, disse: "Sim. Mas agora é só união, em prol do 25 [número de Kassab]".
Rolim carregava na lapela um adesivo do kassabinho.
O apoio do presidente Lula não foi suficiente para Professor Luizinho (PT) conseguir uma vaga na Câmara de Santo André.
O ex-deputado, réu do caso mensalão em julgamento no STF, recebeu apenas 2.450 votos.
Mais sorte tiveram José Borba (PP) e Anderson Adauto (PMDB), também réus.
O primeiro se elegeu prefeito em Jandaia do Sul (PR), com 5.516 votos (43,16%). Sua candidatura foi impugnada em primeira instância, mas deferida após recurso.
O ex-ministro Adauto, que também teve a candidatura aprovada em segunda instância, se reelegeu prefeito de Uberaba (MG), com 85.057 (54,80%).
No fim de agosto, durante visita às obras da Universidade Federal do ABC, Lula esteve ao lado de Luizinho: "Meu caro companheiro Professor Luizinho, a quem nós devemos muito dessa universidade".
De volta ao ar, o site de Marta Suplicy já exibe em sua home o slogan de sua campanha neste segundo turno: "A esperança vai vencer de novo".
A alusão ao "A esperança venceu o medo", usado por Lula em 2002, na primeira vitória dele, repete estratégia do primeiro turno de utilizar com Marta táticas que foram bem-sucedidas com o petista.
A campanha da ex-prefeita começou em agosto usando praticamente o mesmo jingle da campanha de Lula à reeleição, em 2006.
Embora já esteja permitida pelo TSE a volta dos sites ao ar, Gilberto Kassab ainda não tinha reativado o seu até o fim desta manhã.
Reunido ontem com os coordenadores de campanha de Gilberto Kassab, o também democrata Guilherme Afif Domingos pediu que os tucanos recém-incorporados ao comitê eleitoral não sejam hostilizados.
Afif comparou a situação aos jogadores de Corinthians e Flamengo que, após uma disputa acirrada e "cheia de pontapés", têm que jogar na seleção juntos, contra o mesmo adversário.
A reunião contou com subprefeitos que ainda não tinham participado da campanha kassabista no primeiro turno.
A popularidade de Marta Suplicy (PT) em sua vizinhança não vai muito bem. Em Pinheiros, onde mora, ela obteve apenas 13,8% dos votos válidos, um dos piores desempenhos na cidade.
Na noite de ontem, jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos e curiosos se amontoavam em frente ao portão da casa de Marta, no Jardim Europa.
No momento em que entrava na garagem, uma vizinha da casa à direita gritou, de dentro do carro: "Kassab!".
"Nós temos que estar com o Gilberto [Kassab] no segundo turno e acho que com uma perspectiva de vitória muito expressiva. (...) Ele [PSDB] está unido. Eu conversei ontem à noite, inclusive, com o Geraldo [Alckmin], dei a ele o meu abraço, ele estava muito sereno, muito tranqüilo"
O presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo, informou agora há pouco que já está agendada para amanhã, às 13h, o anúncio formal do apoio do partido à candidatura de Gilberto Kassab (DEM).
O ato contará com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
A secretária-geral do PSDB, Cristina Marzagão, pediu, na abertura da reunião, uma homenagem ao ex-governador Geraldo Alckmin pelos votos conquistados na campanha.
Um militante do PSDB, chamado Farid, perguntou qual será a participação do grupo alckmista em um eventual novo governo Kassab.
"Não vamos condicionar apoio à participação no governo", exaltou-se Lobo.
Confira a evolução dos votos de PT, PSDB e de PP e DEM na capital paulista desde 2000 em três mapas exclusivos que foram feitos pela Editoria de Arte da Folha para o Campanha no Ar.
Neles, o eleitor pode navegar pelas zonas eleitorais definidas pelo TRE e conferir os percentuais dos candidatos nos três últimos primeiros turnos das eleições municipais de São Paulo.
Nos mapas de PT e PSDB, é possível ver como os partidos se saíram em 2000, 2004 e 2008.
O terceiro mapa traz as votações de PP, em 2000 e 2004, e do DEM, neste ano.
O partido de Gilberto Kassab se tornou nesta votação a terceira força política da cidade, lugar ocupado anteriormente pela sigla de Paulo Maluf.
O mapa do PT mostra como o partido vem obtendo votação expressiva no extremo sul da cidade. Em Parelheiros, Marta teve agora 69,9% dos votos válidos, seis pontos a mais do que na disputa passada.
Já no mapa do PSDB é possível verificar que a sigla se sai melhor na região central da cidade, como na zona eleitoral de Pinheiros, onde José Serra obteve, em 2004, 61,9%.
Neste ano, porém, o melhor percentual em Pinheiros foi obtido por Kassab, que teve 43,7% lá, como é possível ver no mapa do DEM.
Geraldo Alckmin, representante do PSDB na disputa deste ano, ficou com 30,4% na mesma região.
Clique nos mapas abaixo para visualizar a evolução do voto paulistano.
Numa breve análise dos resultados da eleição, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso minimizou a influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição.
FHC afirmou que os números são uma prova da independência do eleitor.
"Quem imaginava que a influência de A, B ou C ─especialmente a de Lula─ pudesse resolver a eleição que ponha as barbas de molho. Depende da situação, da conduta do candidato".
FHC usou São Paulo e o Rio de Janeiro como exemplos dessa independência.
"Em São Paulo e no Rio, foram dados surpreendentes. No Rio, nosso candidato, que é o Gabeira, estourou. Aqui, ninguém esperava. Já há sinais de que o eleitorado é independente. Depende muito do candidato. Os partidos contam. Mas muito menos do que se desejava. A influência de terceiros joga um certo papel. Mais na propaganda e na articulação do que na urna. É preciso rever esse tipo de análise que tem sido banalizada no Brasil: que se decide eleição de antemão. Não é assim. É na hora do voto."
Em defesa da oposição, FHC condenou análises "sumárias" dos números.
"Não é tão simples imaginar que houve um massacre [da oposição]. O PSDB está se saindo bem. Em Mato Grosso do Sul, o candidato a vice é do PSDB. Em outros Estados, também. Não dá para fazer uma análise sumária: a oposição ganhou, o governo ganhou."
As campanhas de Gilberto Kassab e Marta Suplicy divulgaram comunicado conjunto para dizer que os dois candidatos participarão de três debates no segundo turno em SP: nas TVs Bandeirantes, Record e Globo.
É o mesmo número de debates do primeiro turno.
O primeiro encontro entre os dois será no domingo, dia 12, na Band. Em seguida, vêm os programas da Record, no dia 19, e da Globo, no dia 24, véspera da segunda votação.
Quando a campanha de Geraldo Alckmin subiu o tom dos ataques em direção a Gilberto Kassab no primeiro turno, o marqueteiro do prefeito, Luiz González, pediu à sua equipe que buscasse um jingle leve para exibir na propaganda eleitoral.
A estratégia era não responder aos ataques, adotando a linha "paz e amor".
Foi assim que surgiu o jingle "Sorria, meu bem, sorria", que foi parar na TV e no rádio, sempre nas inserções.
A canção e a letra foram inspiradas na música "Sorria, Sorria", de Evaldo Braga (1947-1973). Conhecido como "ídolo negro", Braga vendeu 500 mil discos em três anos de carreira.
"Sorria, Sorria" foi o seu maior sucesso. Ouça a música aqui.
A letra é sugestiva:
"Sorria, meu bem, sorria Da infelicidade que você procurou Sorria, meu bem, sorria Você hoje chora Por alguém que nunca lhe amou Sorria, meu bem, sorria Eu sempre lhe dizia Quem ri por último ri melhor Chorar pra quê? Chorar! Você deve sorrir Que outro dia será bem melhor Querida, o seu erro você vai pagar Entenda, que eu não posso mais te aconselhar Confesso que você foi o meu grande amor Sempre sorria, sempre sorria Assim como estou Sempre sorria, sempre sorria Sim, meu amor"
"É um novo momento, uma nova eleição. Eu sabia desde o primeiro dia que eu iria ao segundo turno. Não sabia contra quem, mas sabia que iria para o segundo turno. (...) Eu tenho o melhor cabo eleitoral [presidente Lula], que é o maior líder brasileiro, quiçá o maior líder que o Brasil já teve"
"Pela manifestação dos eleitores, eu não poderia deixar de registrar a importante participação nessa avaliação de governo da figura do governador José Serra. Com muito respeito ao PSDB e ao candidato Geraldo Alckmin"
"Durante toda campanha eleitoral procurei ser absolutamente fiel aos princípios do PSDB. O segundo turno é uma decisão partidária, e eu, como homem de partido, vou seguir a decisão do partido, como sempre fiz nesses 20 anos de PSDB"
O combate à poluição sonora foi uma das realizações mais alardeadas pelo candidato Gilberto Kassab (DEM), com o Psiu (Programa de Silêncio Urbano). Mas, durante a comemoração da vitória parcial de hoje, no comitê central de campanha, o jingle do prefeito incomodou a vizinhança.
Ana Maria dos Santos, 61, moradora do prédio em frente ao comitê, no centro da capital, tentou parar aos berros as comemorações do candidato, às 21h.
"Minha casa não é bordel. Vão fazer bordel na casa do Kassab!", esbravejou.
Segundo ela, não era possível sequer atender ao telefone dentro de casa. Depois da gritaria inicial, cinco seguranças convidaram Ana Maria para se retirar.
A campanha de Geraldo Alckmin anunciou no fim da semana passada que acompanharia, a partir das 17h, a apuração dos votos em um espaço de eventos na Liberdade, centro da capital.
No entanto, o candidato está em sua casa, no Morumbi, esperando pelos resultados ao lado de Edson Aparecido, coordenador da campanha, e da família.
O marqueteiro Raul Cruz Lima também está presente.
Campos Machado (PTB), vice na chapa, foi o último a chegar.
Todos eles estão construindo o discurso que será feito após confirmada a tendência de que o tucano fique fora do segundo turno.
Ele ainda não se pronunciou publicamente sobre a boca-de-urna.
Marta Suplicy (PT) permanece em sua casa, no Jardim Europa, acompanhando a apuração dos votos. Ela ainda não se manifestou sobre a boca-de-urna ou sobre as primeiras parciais do TRE.
A ex-prefeita está acompanhada da sua equipe de campanha, os petistas Carlos Zarattini, Rui Falcão e Valdemir Garreta.
Filhos e netos, além do marido, Luis Favre, estão na residência.
Aldo Rebelo (PC do B), vice da petista, acabou de chegar ao local.
Gilberto Kassab (DEM) está em sua casa, no Jardim Europa, acompanhando a apuração dos votos. Tucanos estão com ele no apartamento, além de familiares do candidato.
Os secretários municipais Walter Feldman (Esportes), Andrea Matarazzo (Subprefeituras) e Alexandre Schneider (Educação), todos do PSDB, marcam presença ao lado do prefeito.
Também acompanham a apuração Orestes Quércia (PMDB), Guilherme Afif Domingos (DEM) e Luiz González, marqueteiro da campanha.
O Especial Eleições 2008, da Folha, trouxe na capa de hoje imagens de Marta Suplicy (PT), Gilberto Kassab (DEM) e Geraldo Alckmin (PSDB) feitas pelo fotógrafo Cássio Vasconcellos.
Fotos Cássio Vasconcellos/Folha Imagem
O trabalho, realizado ao longo da campanha no parque do Ibirapuera, na capital, teve um making-off exclusivo produzido pela Editoria de Fotografia da Folha em parceria com o Garapa Coletivo Multimídia.
Confira abaixo os bastidores desse trabalho, em três áudios slideshows.
A candidata do PT Marta Suplicy chegou ao colégio Madre Alix, onde votou, acompanhada dos filhos Supla, João, André e da nora Maria Paula.
No tumulto causado por jornalistas, sobrou uma pergunta sobre a eleição municipal para Supla, que categoricamente afirmou: "A única coisa que eu posso dizer sobre essa eleição é que o Kassab tem cara de bisnaguinha Seven Boys".
João Wainer/Folha Imagem
Assustado com a confusão e o empurra-empurra entre os jornalistas, o cantor emendou: "Vim aqui pra não deixar ninguém mexer com a minha mãe. Mas nem precisa fazer nada. Esses jornalistas são tão doentes que eles mesmo se agridem entre eles", afirmou o cantor.
Pelas charges abaixo, publicadas na Folha em 2000 e 2004, o eleitor pode conferir que temas da disputas daqueles anos continuam atuais na campanha de agora.
Charge de Angeli, publicada em 25 de agosto de 2000
Paulo Maluf, do PP, perdeu o voto do engraxate Vitor Marins da Silva, 23, na saída do colégio Sacre Coeur, onde votou na manhã de hoje.
Vitor se aproximou do carro do ex-prefeito pedindo dinheiro, mas o candidato não abriu o vidro. Um assessor que vinha no carro de trás prontamente colocou a mão no bolso e sacou algo para o engraxate.
Para a decepção de Vitor, em vez de dinheiro, era um santinho do candidato a vereador Hamuche.
"Eu conheço o Maluf. Ia votar nele porque nas ultimas eleições ele engraxou o sapato comigo e me deu R$ 10. Hoje ele não me ajudou, então, vou votar em outro", disse.
"Pensei que o cara ia me dar pelo menos uma nota de R$ 1, mas era uma folhinha de candidato. Meu voto não está à venda, mas estou sempre aberto a negociações", afirmou o engraxate.
Se o eleitor pensa que o nível das campanhas mudou em comparação a anos anteriores, a Folha selecionou charges sobre as eleições passadas, publicadas em 2000 e 2004, para ilustrar que alguns temas nunca desaparecem das disputas.
Charge de Angeli, publicada em 4 de outubro de 2000
Publicada em 24 de outubro de 2000, por Angeli
Charge de Glauco, publicada em 30 de julho de 2004
Blog do caderno Brasil, da Folha, com curiosidades e bastidores das campanhas pelo país, nas ruas e no horário eleitoral. É coordenado por editores do caderno, com produção de repórteres e redatores, em São Paulo, das sucursais de Brasília e do Rio e dos correspondentes da Agência Folha.
Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.