Campanha no Ar
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Frase do dia

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"Me acusavam porque eu tinha barba, mas não lembravam que Jesus Cristo tinha barba. Acusavam que a estrela do PT era comunista e depois me acusavam que eu não tinha diploma universitário"

LULA, presidente, em Guarulhos (SP), sobre preconceito que diz ter sofrido em sua trajetória política

Escrito por equipe às 18h50

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Reta final

CATIA SEABRA
da Folha

Na briga por uma vaga no segundo turno, o prefeito Gilberto Kassab intensificará esforços na última semana.

O comando de campanha praticamente duplicou o número de cabos eleitorais contratados para a reta final, subindo de 600 para 1.100.

Outra aposta está nos kassabinhos: "pirulitos" com bonecos do prefeito.

Foram confeccionados 50 mil bonecos.

Escrito por equipe às 18h21

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Globo quer nanicos fora do debate

FERNANDO BARROS DE MELLO
da Folha

A menos de uma semana da data prevista, o tradicional debate da TV Globo em São Paulo ainda não foi confirmado pela assessoria da emissora.

Band e Record convidaram os oitos candidatos cujos partidos elegeram deputados federais em 2006, critério definido pela Lei Eleitoral para quem tem concessão pública, caso das emissoras.

A Globo, no entanto, quer fazer o debate apenas com cinco políticos.

Dessa forma, três deles teriam que concordar em não participar.

Como a emissora não cogita deixar de fora os líderes Marta Suplicy (PT), Gilberto Kassab (DEM) e Geraldo Alckmin (PSDB), a disputa pelas duas últimas vagas ficaria entre Paulo Maluf (PP), Soninha (PPS), Ivan Valente (PSOL), Renato Reichmann (PMN) e Ciro Moura (PTC).

Segundo a assessoria da emissora em São Paulo, apenas no início da semana haverá informações sobre o programa, previsto para a quinta-feira, seja sobre sua realização ou seu formato.

Em 2006, para tornar mais atraente o debate do primeiro turno da campanha presidencial, a Globo fechou um acordo com os políticos que tinham menos de 5% nas pesquisas de intenção de voto.

Para que aceitassem abrir mão do debate, ofereceu aos nanicos duas reportagens por semana em cada telejornal.

Com isso, Luciano Bivar e José Maria Eymael passaram a ter, duas vezes por semana, o mesmo tempo de Luiz Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin, Heloísa Helena e Cristovam Buarque.

Escrito por equipe às 14h58

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Pesquisadores de Kassab prometem brindes

RUBENS VALENTE
da Folha

Reportagem da edição deste sábado da Folha mostra que empresas encarregadas de fazer pesquisas qualitativas para a campanha de Gilberto Kassab têm abordado eleitores com a promessa de distribuição de brindes.

Veja a reportagem completa aqui (só para assinantes).

Os eleitores são encaminhados a um escritório perto da praça da República, onde assistem a vídeos de campanha. Ao final, eles recebem um porta-retratos.

A lei 11.300/2006 proíbe a distribuição de prêmios e brindes a eleitores.

As empresas reconheceram a entrega do presente, mas alegam que a prática não fere a lei.

Confira a ação das empresas junto aos eleitores no vídeo abaixo.

Escrito por equipe às 02h55

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A revelação

NELSON DE SÁ
colunista da Folha

Abrindo o programa "demo" de hoje à noite, a uma semana do primeiro turno, o apresentador anunciou Gilberto Kassab como "a revelação" desta campanha, ele que "cresceu nas pesquisas e já está em segundo". Minutos antes, o Globo Online havia apontado cinco pontos de vantagem sobre Geraldo Alckmin.

Já o tucano foi "a decepção", ele que atacou "companheiros do próprio PSDB", tripudiou depois o programa.

Vexames recentes no Brasil e no exterior mostram que todo cuidado é pouco, que os institutos ainda não deram conta das mudanças demográficas ou coisa parecida, mas o programa está certo. Kassab e seu PFL repaginado são "a revelação" desta campanha paulistana.

Ele governa com o secretariado de José Serra, cita o ex-prefeito sem trégua na propaganda, faz campanha com o marqueteiro do PSDB, mas está se elegendo em cor verde, não mais azul e amarela. Com o número 25, repisado sem parar, não 45. E muito provavelmente vai governar, se eleito, com outro secretariado.

Mais do que o pagamento pelo apoio em 2010, São Paulo serviria então como base para o renascimento dos "democratas" como voz da direita. Não mais o secretário de Celso Pitta, mas o Gilberto Kassab liberal moderno, como Cláudio Lembo ou, das antigas, Herbert Levy.

É uma fantasia sem o menor cabimento, mas está aí, é "a revelação’. (E olha que, nas pesquisas, os eleitores ainda vinculam Serra a Alckmin, não a Kassab.)

Por outro lado, falta combinar com o outro lado. No horário eleitoral de hoje, certamente também por efeito das pesquisas, Marta Suplicy bateu no prefeito, que não pensa "grande", do início ao fim. Falou de seus projetos "engavetados pela prefeitura atual", que "infelizmente tudo foi interrompido", "os caras destruíram tudo".

Em suma, na mensagem já voltada para o segundo turno, na voz da candidata, "São Paulo pode ser muito, muito melhor do que é hoje".

Já o prefeito, encerrada a diatribe sobre Alckmin, bateu na prefeita do início ao fim. Contrapôs seu "os CEUs da Marta" aos "novos CEUs". "Marta fez 21, nós estamos entregando 25", dizia o próprio candidato. Aliás, já bate o número sem parar, 25, 25, 25. Não 45.

Escrito por equipe às 21h47

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Frase do dia

Frase do dia

"Não tem oposição nas Assembléias, na Câmaras Municipais, aqui e em todo lugar. O Parlamento está muito ruim. O Senado, que é menor, ainda tem uma ilha de oposição substantiva. (...) Agora, ser radical contra Lula não faz sentido, até porque tem coisas que ele fez que estão certas"

SÉRGIO GUERRA, presidente nacional do PSDB, em Recife

Escrito por equipe às 20h31

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Marta quase pede voto a manequim

MARLENE BERGAMO
da Folha

Na reta final da campanha vale pedir votos a todos. Marta Suplicy quase fez isso hoje com um manequim.

Em caminhada pelo comércio de Itaquera, na zona leste, a petista quase cumprimentou um boneco vestido com roupas femininas de uma loja.

Quando estava quase encostando no manequim, a ex-prefeita percebeu que aquele não era um eleitor de verdade e retirou a mão, rindo.

                                                         Marlene Bergamo/Folha Imagem
 

Escrito por equipe às 18h58

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Subprefeitos fazem desafio por votos

CATIA SEABRA
da Folha

Reunidos ontem no comitê central da campanha de Gilberto Kassab, mais de 20 subprefeitos toparam um desafio.

Os titulares das 16 subprefeituras que levarem mais votos para Kassab serão agraciados com um churrasco pago pelos outros 15 derrotados. A aposta é uma tentativa de animar os militantes da campanha.

No encontro de ontem, o que não faltava era subprefeito tucano, além dos secretários Walter Feldman (Esporte) e Januário Montone (Saúde).

Dos 31 subprefeitos, 21 são tucanos.

Escrito por equipe às 18h24

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PCB "ignora" SP para falar de América Latina

MICHELE OLIVEIRA
da Folha

Edmilson Costa, candidato a prefeito de São Paulo pelo PCB, tratou na propaganda de hoje na TV das mudanças na... América Latina.

Em vez de exibir propostas para a cidade como fazem seus colegas candidatos, Costa comentou o "desespero" das elites do Equador, da Bolívia e da Venezuela, que, segundo ele, vêm perdendo "privilégios seculares".

"Desesperadas diante do avanço popular, da democracia e da liberdade, elas apelam ao terrorismo, como aconteceu recentemente na Bolívia", afirma, diante do agito de poucas bandeiras atrás dele, numa simulação de movimento eleitoral.

"O PCB está solidário com a luta do povo boliviano e de todos os povos da América Latina contra o imperialismo e pelas transformações sociais", conclui o candidato.

Escrito por equipe às 15h48

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Quércia chama Alckmin de "mesquinho"

CATIA SEABRA
da Folha

O embate verbal entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Orestes Quércia (PMDB) continua quente nesta sexta-feira.

Em nota divulgada no começo desta tarde, o ex-governador, que está aliado ao prefeito Gilberto Kassab (DEM), chama o tucano de "traidor frio e mesquinho".

Tentando desvincular Kassab do PSDB, que tem quadros engajados na campanha do prefeito, Alckmin criticou a aliança do democrata com Quércia e o fato de ele ter participado da gestão de Celso Pitta (1996-2000).

"Em resposta ao sr. Alckmin, que denominou nossa chapa Quércia/Pitta, pretendo dizer que: conheço pouco o ex-prefeito Pitta, mas o suficiente para compreender que ele tem sido ao longo da vida mais vítima do que algoz. Por outro lado, conheço bem o sr. Alckmin para ter a certeza de sua personalidade duvidosa", diz Quércia na nota.

"O sr. Alckmin resolve se impor como candidato a prefeito para tentar destruir uma aliança elaborada com competência e sabedoria pelo PSDB e o Democratas para eleger José Serra presidente em 2010", continua.

E conclui: "Prefiro ver meu nome vinculado a Pitta do que a um traidor frio e mesquinho como o sr. Alckmin".

Reportagem do Painel da Folha de ontem (aqui, para assinantes) mostrou que Quércia contratou advogado para processar Alckmin por calúnia e difamação.

O motivo é a declaração do tucano, feita na sabatina da Folha, de que o peemedebista "quebrou o Estado de São Paulo" quando governador. 

Escrito por equipe às 13h25

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Marta será a primeira a falar no debate

MICHELE OLIVEIRA
da Folha

Marta Suplicy, líder nas pesquisas em São Paulo, será a primeira candidata a falar no debate que acontecerá neste domingo, a uma semana do dia da votação do primeiro turno.

A petista terá 30 segundos para se apresentar ao telespectador da Record.

Em seguida, falarão Ciro Moura, Geraldo Alckmin, Renato Reichmann, Soninha, Ivan Valente, Paulo Maluf e Gilberto Kassab.

O programa repetirá o formato dos dois outros debates desta eleição, realizados na Band, com candidato perguntando para candidato com tema livre e jornalistas da emissora questionando os concorrentes.

O debate, com cinco blocos, começa às 20h30 e tem duração aproximada de duas horas.

Os candidatos devem se reencontrar na Globo, na quinta-feira, no último dia permitido para propaganda eleitoral, comícios e debates.

Escrito por equipe às 12h32

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Kassab adia evento por causa de racha tucano

CATIA SEABRA
d
a Folha

Atendendo a apelos de tucanos, o prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), adiou solenidade que, prevista para hoje, tinha potencial explosivo: o "batismo" de um Centro da Juventude com nome da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.

Além do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, estavam confirmadas as presenças do governador José Serra e do ex-ministro Clóvis Carvalho.

Como não se trata de uma inauguração (vedada ao prefeito que tenta a reeleição), o próprio Kassab iria participar. Mas, para evitar constrangimento, o ato ficou para depois das eleições.

Os convites, já emitidos, foram cancelados.

Escrito por equipe às 11h03

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Voto em vereador custa o triplo do voto em Bush

NOELI MENEZES
da Folha

Um voto para vereador em algumas capitais brasileiras pode custar mais do que um voto para presidente dos Estados Unidos, segundo reportagem da revista "Economist" desta semana, com base em levantamento da ONG Transparência Brasil.

Segundo a revista, alguns candidatos a uma vaga na Câmara Municipal do Rio gastaram cerca de US$ 15 (R$ 27) por voto conquistado nas últimas eleições municipais, enquanto cada voto que reelegeu o presidente George W. Bush custou US$ 5,6 (R$ 10).

Em 2004, dos 55 vereadores eleitos em São Paulo, 40 declararam ter gasto mais de R$ 100 mil em suas campanhas. A revista frisa, no entanto, que esses são apenas os valores oficiais e, se as arrecadações de caixa dois fossem reveladas, o montante seria ainda maior.

O que motiva tanto investimento para obter um cargo cuja função legislativa é aprovar "coisas bobas"? Para a "Economist", são as oportunidades de ganhar dinheiro. A começar pelo orçamento de R$ 94 mil mensais (salário mais verbas de gabinete e indenizatória) a que um vereador em São Paulo tem direito.

Escrito por equipe às 23h04

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Os bastidores das sabatinas da Folha

da Folha

Terminado o ciclo de sabatinas da Folha com os principais candidatos a prefeito de São Paulo, os bastidores das entrevistas podem ser revistos em quatro áudios slideshows exclusivos.

A produção é do Garapa Coletivo Multimídia juntamente com a editoria de fotografia da Folha.


Sabatina com Marta Suplicy, em 24.set

 


Sabatina com Geraldo Alckmin, em 23.set

 


Sabatina com Gilberto Kassab, em 18.set

 


Sabatina com Paulo Maluf, em 17.set

Escrito por equipe às 22h17

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Frase do dia

Frase do dia

"Acho que foi a cidade de São Paulo que foi cooptada por um projeto social-democrata. A principal cooptação foi feita em 2004, nas urnas, pelo voto"

José Police Neto, o Netinho, vereador de São Paulo pelo PSDB, em resposta a Geraldo Alckmin, que acusou Gilberto Kassab de cooptar a bancada tucana na Câmara

Escrito por equipe às 20h30

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Enéas Filho "some" do horário eleitoral na TV

MICHELE OLIVEIRA
da Folha

Proibido pela Justiça Eleitoral de usar a imagem do deputado federal morto Enéas Carneiro, Luciano Enéas Martines Nantes Soares, que se apresenta no horário eleitoral como Enéas Filho, sumiu da TV.

Sua imagem com barba e óculos semelhantes ao visual de Enéas Carneiro, acompanhada de tom de voz parecido, saiu do ar para dar lugar ao número da sua candidatura a vereador, pelo PTN.

No fundo, uma marcha fúnebre acompanha o narrador, que repete o número do candidato, intercalado com as palavras "educação", "saúde" e "transporte".

Escrito por equipe às 18h58

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Lobo é 'vítima de pressões', diz tucano

CATIA SEABRA
da Folha

Em mais um capítulo da pancadaria no PSDB, o ex-ministro e hoje presidente da SPturis, Caio Carvalho, rebate o presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo.

Numa resposta a Caio ─para quem a campanha do PSDB "perdeu o juízo"─, Lobo afirmou que é melhor perder a razão do que a honra.

Caio reagiu: "Honra é algo que carreiristas da politica desconhecem. A minha tem e teve como testemunhas Montoro, Covas, FHC e Serra. Como falar em honra e questionar eticamente José Gregori? Um crime contra a história do PSDB e do Brasil".

Segundo Caio, Lobo "reconhece que perderam o juízo".

"É pessoa do bem, mas vítima de pressões. Ele sabe que todos nós fomos nomeados pelo Serra e não pelo Kassab. Não fomos nós que criamos essa divisão burra destruindo alianças", alfineta.

Escrito por equipe às 15h08

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Gluglu vetado

NOELI MENEZES
da Folha

Ao registrar sua candidatura a vereador de São Paulo, o apresentador Sérgio Mallandro tentou emplacar uma foto com "gluglu", encenação que usa para ilustrar o slogan "São Paulo + justo é São Paulo + alegre" em seus santinhos.

Mas o juiz eleitoral que analisou o registro recusou a imagem e obrigou o candidato do PTB a substituir a foto que vai aparecer na urna eleitoral por outra, com menos "salcifufu".

 

 

Escrito por equipe às 12h51

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Em off

THIAGO REIS
da Agência Folha

Hits no YouTube, vídeos da campanha do ex-ministro da Pesca José Fritsch (PT) à Prefeitura de Chapecó (SC) têm mostrado cenas de bastidores da campanha do prefeito e candidato à reeleição João Rodrigues (DEM) em 2004 e causado polêmica no município.

Em um deles, Rodrigues aparece falando com o vice, Élio Cella, sobre a compra de um caminhão-baú.

"A gente qualifica aquilo como central de resgate social também. Compra um caminhão-baú para tirar uma comissãozinha, é claro. Um caminhãozinho que custa assim R$ 10 milhões, a gente compra por R$ 30 milhões", diz.

No outro vídeo, a campanha chama a atenção para a diferença de "imagens editadas" e "não editadas". A primeira mostra um discurso feito por Rodrigues em uma área em que planeja construir um distrito industrial em seis meses.

Na segunda, após o mesmo discurso, Rodrigues faz gestos obscenos e pergunta: "Pode ser assim?".

As imagens, em off, foram feitas pela produtora da campanha de Rodrigues há quatro anos.

O vice na chapa de Rodrigues, José Cláudio Caramori (DEM), diz que as imagens são de bastidores e que as falas são "brincadeiras", fruto da descontração das filmagens.

"O prefeito é muito brincalhão. Na hora, ali, o câmera também ficava tirando sarro falando: ‘Vai, seus corruptos’."

Segundo ele, a grande pergunta é saber como a coligação adversária teve acesso às fitas.

"Ou a produtora vendeu ou o PT furtou", afirma.

A coligação entrou com duas ações contra Fritsch, uma pedindo indenização por danos morais e outra criminal, por furto e receptação.

Segundo Fritsch, não houve furto. "Foi deixado um DVD por uma pessoa anônima no nosso comitê."

Ele diz ainda que as imagens "são reais e falam por si".

Escrito por equipe às 11h25

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A sabatina de Marta Suplicy

da Folha

A última das quatro sabatinas da Folha com candidatos a prefeito de São Paulo foi com a petista Marta Suplicy. Os bastidores da entrevista podem ser conferidos em um áudio slideshow exclusivo.

A produção é do Garapa Coletivo Multimídia juntamente com a editoria de fotografia da Folha.


Sabatina Folha - Marta Suplicy from Garapa on Vimeo.

Escrito por equipe às 21h00

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Contra a descriminalização

da Folha

Marta Suplicy (PT) disse durante a sabatina na Folha que é contrária à descriminalização das drogas, mas afirmou considerar como problema de saúde pública, não de repressão, o consumo de maconha.

"Não sou a favor da descriminalização e acho que você tem o direito... Pode portar, não sei qual quantia pode portar, e acho que é uma questão de saúde pública [ser apanhado com um cigarro de maconha], é isso", disse.

Pela lei (11.343/06), quem é apanhado com pequena quantidade de droga para consumo pessoal está sujeito a advertência, prestação de serviço comunitário e medida educativa.

Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz deve levar em conta, pela lei, a quantidade e a natureza da droga, as circunstâncias sociais e pessoais e os antecedentes da pessoa.

Escrito por equipe às 20h31

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Frase do dia

Frase do dia

"Acho que está muito deteriorada essa relação [entre Alckmin e Kassab] e espero ter o apoio de quem não vá. Ou talvez os eleitores de quem não vá. Porque é muito difícil qualquer um dos dois se posicionar num segundo turno"

Marta Suplicy, candidata do PT, em sabatina da Folha

Escrito por equipe às 19h45

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Lula ou Madonna?

da Folha

Não é Luiz Inácio Lula da Silva o ídolo maior da candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy.

Embora em sua opinião Lula figure como o "maior político da história do Brasil", a petista apontou na sabatina de hoje da Folha outra personalidade ao ser questionada sobre quem era seu ídolo.

"Madonna", afirmou, arrancando risos da platéia.

                                                    Lalo de Almeida/Folha Imagem

Ao final, o aliado Jilmar Tatto (PT-SP) entrou no clima: "O meu é o Michael Jackson".

                                   Miguel Angel Morenatti - 16.set.08/AP
                                                                     

Escrito por equipe às 17h24

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Alckmin volta a 2002 e reprisa fala de Silvio Santos

MICHELE OLIVEIRA
da Folha

O depoimento de Silvio Santos usado na propaganda de hoje de Geraldo Alckmin já havia sido exibido na TV pelo tucano na campanha de 2002, quando ele tentava a reeleição para o governo do Estado.

Em um programa sobre segurança, Alckmin levou ao ar nesta quarta-feira uma fala do dono do SBT agradecendo ao tucano pela atuação dele, como governador, no episódio em que um seqüestrador invadiu a casa de Silvio Santos, em 2001.

Alckmin participou das negociações para a libertação do apresentador.

"Se o governador não fosse até a minha casa, eu poderia morrer, e eu estou certo: ele salvou algumas vidas, alguns chefes de família da Polícia Militar", disse o apresentador, de novo, na propaganda alckmista.

O depoimento foi tirado de uma entrevista concedida por Silvio Santos a uma rádio, dias após o seqüestro.

A assessoria do SBT afirmou que Silvio Santos não comentaria o caso.

Na propaganda, o narrador de Alckmin afirmou que ele, como governador, "enfrentou o crime organizado e colocou atrás das grades os seus principais líderes".

Não houve nenhuma menção à onda de ataques do PCC em 2006.

Escrito por equipe às 15h38

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Entre tucanos

CATIA SEABRA
da Folha

De José Gregori, ex-ministro de FHC, sobre a iniciativa da campanha do PSDB de tentar tirar do ar uma declaração de apoio dele no programa de TV de Gilberto Kassab.

"Sinto-me envaidecido. Sinal de que posso virar o jogo", disse, rindo.

                                           ***

De Tião Farias, vereador alckmista, sobre outro ex-ministro de FHC:

"O Clóvis Carvalho não é o 007, ele é o 86", disse, em referência aos dois famosos agentes do cinema.

Secretário municipal e tucano, Andrea Matarazzo, almoçava com outro secretário quando o vereador passou pela sua mesa e fez o comentário. Matarazzo riu.

Em entrevista à Folha, Carvalho afirmou que sua ficha de inscrição no PSDB tem o número de 007.

Segundo Tião Farias, o número correto da ficha de Carvalho é 82.

Escrito por equipe às 13h05

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Para exportação

Para exportação

EDUARDO SCOLESE
da Folha, em São Gonçalo do Piauí (PI)

São Gonçalo do Piauí exporta mão-de-obra para o plantio e corte de cana-de-açúcar para o interior de São Paulo.

Nessa época do ano, o conjunto habitacional Nova Vida, na periferia da cidade, está esvaziado. Os homens estão nos canaviais paulistas, enquanto as mulheres aguardam a chegada do dinheiro enviado mensalmente pelos maridos.

                                                                         Eduardo Scolese/Folha Imagem

Antonio da Silva, 34, recém-chegado dos canaviais paulistas

Em janeiro deste ano, contam os moradores, saiu de São Gonçalo do Piauí um ônibus com 63 lavradores para São Paulo.

O marido de Francisca Gianicy, 27, está desde maio passado no município de Pontal, a 344 km de São Paulo, na região de Ribeirão Preto.

"Não tem emprego aqui. Essa é a segunda vez que ele vai pra lá. Aqui, pra ter emprego na prefeitura, tem que ser concursado", diz Francisca, que tem José, 12, Francisco, 10, Atilson, 8, e Maria, 13, em casa.

No outro lado da rua, desempregado, está Antonio da Silva, 34, recém-chegado de um período de cinco meses no plantio de cana-de-açúcar, no município de Palestina (503 km de SP), próximo a São José do Rio Preto.

"Não volto nunca mais pra lá. Não compensa. A gente paga aluguel, comida e o que sobra não vale a pena. É melhor ficar aqui, fazendo meus bicos, ao lado da família", afirma o lavrador, casado e pai de dois meninos.

Escrito por equipe às 11h16

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Na trilha do lobo

CATIA SEABRA
da Folha

O presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo, vai apresentar uma representação contra o ex-ministro José Gregori na Comissão de Ética do partido. O DEM levou ao ar um depoimento de Gregori em favor da reeleição de Gilberto Kassab.

"O próximo [depois de Clóvis Carvalho] é o também ex-ministro José Gregori, por quem, aliás, tenho grande estima. Mas, para eu continuar gostando dele, ele não precisa estar no PSDB. Ele tem todo o direito de trabalhar para quem bem entender."

Mas, não estando filiado a um partido que tem o seu próprio candidato." Lobo também não poupou o ex-ministro Caio Carvalho (SPTuris), para quem o comando da campanha de Geraldo Alckmin perdeu juízo.

"Considero preferível perder o juizo do que a honra. Tudo tem limite. Que cada um responda pelos seus atos."

Escrito por equipe às 09h30

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A sabatina de Geraldo Alckmin

da Folha

A Folha sabatinou nesta terça-feira o candidato a prefeito de São Paulo Geraldo Alckmin, do PSDB. Os bastidores da entrevista podem ser conferidos em um áudio slideshow exclusivo.

A produção é do Garapa Coletivo Multimídia juntamente com a editoria de fotografia da Folha.

Veja o áudio slideshow aqui.

Escrito por equipe às 22h07

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Quem vai?

CATIA SEABRA
da Folha

Já tem data marcada para acontecer nova saia justa no mundo demo-tucano.

Na próxima sexta-feira, um Centro da Juventude na Vila Nova Cachoeirinha ganhará o nome da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.

Na lista de presença para o evento estão nomes como Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Clóvis Carvalho.

Os tucanos históricos deverão estar ao lado de Gilberto Kassab.

O prefeito, impedido em época eleitoral de ir a inaugurações, planeja ir ao evento com o argumento de que o local será "batizado" com o nome de Ruth ─e não inaugurado.

Já há torcida entre tucanos, no entanto, para que o prefeito não compareça.

Escrito por equipe às 21h11

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Frase do dia

Frase do dia

"O Kassab é dissimulado, ele usa as pessoas. Evidente que ele só tem uma estratégia, que é minar o PSDB, desconstruir o PSDB para se reeleger"

Geraldo Alckmin, candidato do PSDB, durante sabatina da Folha

Escrito por equipe às 19h54

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Entre cópias e sorrisos

MICHELE OLIVEIRA
da Folha

Durante toda a tarde, na Globo, Marta Suplicy, com ataques ao prefeito, e Gilberto Kassab, na linha "paz e amor", debateram por meio de inserções na TV.

Em comercial que estreou hoje, a petista acusou Kassab de copiar suas propostas:

"Todo dia o Kassab pega uma proposta de Marta e apresenta na TV como se fosse dele. Dá para acreditar num cara que só faz copiar?", diz o narrador, enquanto um homem aparece xerocando o programa de governo da candidata.

Além da peça nova, chamada de "A copiadora", inserções do PT com as promessas da internet grátis e do metrô ampliado bombardeavam o telespectador.

Kassab, por sua vez, em suas inserções sobre AMAs e "leite de qualidade", sempre a vinheta: "Sorria, meu bem, sorria. É Kassab prefeito".

Alckmin, com menos tempo, também teve comercial novo hoje. Abandonou as críticas ao prefeito, para exibir obras de seu tempo de governador.

"Se ele fez tudo isso aqui quando cuidava de 654 cidades, imagine quando cuidar só de São Paulo", afirma o narrador. Na tela, rodoanel, fim do Carandiru, USP Leste e muito metrô.

Escrito por equipe às 18h16

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Soneca no ninho

JOÃO WAINER
da Folha

Se no palco Geraldo Alckmin chamava Gilberto Kassab de dissimulado, na platéia da sabatina da Folha o discurso parecia não empolgar tanto.

Nove espectadores foram fotografados dormindo no fim desta manhã enquanto o ex-governador criticava seu adversário.

Até o líder do PSDB na Câmara federal, José Aníbal, defensor ferrenho do candidato tucano, deu rápidos cochilos.

Ao perceber o fotógrafo, um vizinho de poltrona o acordou com um leve pisão no pé para evitar o flagra.

                                                                              João Wainer/Folha Imagem

Escrito por equipe às 16h37

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Candidatos a vereador aderem a críticas de Alckmin

MICHELE OLIVEIRA
da Folha

Adotando a linha mais agressiva de Geraldo Alckmin, os candidatos a vereador da coligação do tucano usaram o programa de rádio e de TV de hoje para disparar ataques contra Marta Suplicy e Gilberto Kassab.

Zacarias Camelo, Paulo Cerciari e Roberto Rios encamparam o discurso alckmista e criticaram promessas e ações na prefeitura do democrata e da petista.

"A candidata Marta faz uma promessa fantasiosa, impossível de ser cumprida", disse Camelo, sobre a proposta da petista de construir 65 km de metrô até 2014.

"Vou apoiar projetos realistas para a cidade, como a parceria entre Geraldo Alckmin e o governo do Estado para ampliar o metrô", afirmou.

Ouça aqui trecho do programa de rádio desta terça-feira.

Em seguida, Cerciari centrou no prefeito. "A atual administração diz que construiu 25 novos CEUs. Você sabe que foram entregues apenas 13."

"Nós, do PSDB, trabalhamos com a verdade", concluiu.

Roberto Rios não fez distinção: "O atual prefeito e a ex-prefeita não solucionaram o problema [da saúde]. É só andar pelos bairros mais afastados para ver o descaso com a população".

"Vou apoiar os programas de Geraldo Alckmin, que é médico", afirmou.

Os ataques também estiveram no horário reservado ao PSL, aliado ao ex-governador.

Escrito por equipe às 13h26

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De vez em quando, uns tiros

De vez em quando, uns tiros

HUDSON CORRÊA
da Folha, em Aragominas (TO)

O prefeito de Aragominas, Divino Pereira da Silva (PMDB), 51, o Rozico, diz que as eleições "são quentes" na cidade, apesar de o município ter somente 4.621 eleitores.

"De vez em quando, tentam me pegar nesses caminhos dos assentamentos [rurais do município]. Aí preciso dar uns tiros para o alto", diz Rozico, caindo na risada.

Rozico tem porte de arma? "Que nada, [é revólver] clandestino mesmo", admite, rindo.

"O negócio aqui é quente. Na última eleição, o pronto-socorro daqui atendeu 47 feridos. No comício é bom ter uns [seguranças] com pedaço de pau para segurar", conta.

Escrito por equipe às 11h17

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O que é isso, companheiro?

CATIA SEABRA
da Folha

 

Em Sorocaba, o deputado federal Renato Amary (PSDB) declarou na TV apoio à candidatura do petista Hamilton Pereira.

 

Só que o prefeito e candidato à reeleição, Vitor Lippi, é de seu partido, o PSDB.

 

Mas, na TV, Amary ─um dos apoiadores de Geraldo Alckmin na capital─ diz que não é homem de se esconder. Por isso, declara voto em Hamilton.

 

 

Escrito por equipe às 08h24

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Alívio

FELIPE BÄCHTOLD
da Folha

Depois que as duas únicas coligações de uma cidade do interior de Goiás usaram expressões como "jegue", "cavalo" e "anta" para se agredir em seus programas de rádio, a Justiça Eleitoral resolveu suspender o horário eleitoral gratuito na localidade.

Os eleitores de Posse (521 km de Goiânia), cidade de 28 mil habitantes, não precisaram ouvir nesta segunda-feira os programas dos candidatos Humberto Silva (PPS) e Paulo de Souza (PMDB).

Os ataques recíprocos dos dois grupos rivais no horário eleitoral geraram uma sucessão de pedidos de respostas no município.

Segundo o Ministério Público, os partidos usaram os programas para falar de irregularidades com imóveis dos rivais, desvirtuando o objetivo do espaço.

Termos como "corriola" e "saddamzinho", em referência ao ex-ditador iraquiano Saddam Hussein, também foram utilizados pelos políticos.

O Ministério Público Eleitoral argumentou que a situação estava "cansando" a cidade e recorreu à Justiça. O juiz eleitoral Vítor Soares determinou a suspensão dos programas das duas frentes por um dia.

Para ele, o espaço no rádio havia virado um "palco de baixarias".

Escrito por equipe às 00h28

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Na garganta

PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

Marcio Lacerda (PSB), candidato do PT-PSDB em Belo Horizonte, mostra irritação com textos distribuídos via e-mail dizendo que ele esteve envolvido no mensalão.

Em entrevista ao jornal "Hoje em Dia", ao explicar que foi inocentado pela Polícia Federal, culpou também a imprensa por "acusar, julgar e condenar" e depois "não divulgar" quando alguém é inocentado.

Lacerda prometeu processar quem espalha "acusações malucas" na internet e disse que iria além contra os que espalham "cartazes apócrifos" contra ele.

"Queria encontrar um cara desse para pisar no pescoço dele assim, em flagrante. Está bem, é política, mas acho que tem limite", disparou.

                                                          Renato Weil - 22.ago.08/Em/D.A Press

Lacerda faz campanha em Belo Horizonte

Escrito por equipe às 21h01

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Frase do dia

Frase do dia

"Lamento que ele [Clóvis Carvalho] tenha desaprendido regras de elegância e de etiqueta e que a sua conduta o mostre hoje mais próximo do DEM do que do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso"

José Henrique Reis Lobo, presidente municipal do PSDB, que ameaçou, em nota, expulsar o secretário tucano Clóvis Carvalho do partido por conta das declarações feitas à Folha (aqui, para assinantes)

Escrito por equipe às 20h07

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Militante de Alckmin diz que vota em Kassab

FERNANDO BARROS DE MELLO
da Folha

No Dia Mundial Sem Carro, Gilberto Kassab (DEM) caminhava em direção ao metrô, após evento na zona norte, quando ouviu gritos de duas mulheres, Fátima e Maria.

Logo que percebeu que eram cabos eleitorais da campanha de Geraldo Alckmin, Kassab atravessou a rua para cumprimentá-las com beijos.

"O senhor é lindo", disse Fátima. "Vamos votar no senhor", completou Maria, segundo quem aquele era apenas um trabalho.

                                                                Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem

Prefeito Gilberto Kassab conversa com Fátima, cabo eleitoral de Geraldo Alckmin

As duas agradeceram por obras da prefeitura na zona leste. E repetiram que vão votar no democrata.

Na saída, Kassab ainda brincou, dizendo que era melhor andar rápido, antes que o acusassem de "roubar" votos do adversário.

Tudo isso na tarde em que o clima entre tucanos kassabistas e alckmistas atingiu uma das temperaturas mais quentes desde o início da campanha, após a entrevista à Folha do secretário municipal Clóvis Carvalho, fundador do PSDB.

Carvalho defendeu Kassab e chamou Alckmin de "oportunista" (aqui, para assinantes).

Escrito por equipe às 18h27

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Cimento, cisternas, votos

Cimento, cisternas, votos

EDUARDO SCOLESE
da Folha, em Tauá (CE)

A chuva do início deste ano, a maior em volume d’água desde 1989, serviu para modificar um pouco a relação entre eleitores e candidatos em Tauá.

Com água nos açudes e nas cisternas e com as plantações bem encaminhadas, os eleitores da zona rural estão mais preocupados com pedidos de tratores e créditos do que com carros-pipas e frentes de trabalho emergenciais.

Mas a chuva não eliminou a prática de trocar votos por migalhas oferecidas pelos candidatos.

Numa comunidade a 50 km do centro da cidade, promotores eleitorais flagraram o motorista de um pau-de-arara com 15 sacos de cimento.

O material, a mando de um candidato a vereador, segundo apontou o próprio motorista aos promotores, seria entregue a dois agricultores. Cimento pros dois, e votos pra um.

Resultado: o motorista e os dois eleitores foram presos em flagrante. O vereador será ouvido nesta semana.

Segundo a legislação eleitoral, é crime oferecer e aceitar dinheiro, bens ou favores em troca de voto, por isso o motorista e os agricultores foram presos. Pagaram fiança de três salários mínimos cada um e foram soltos no dia seguinte.

Enquanto a investigação não é concluída, os 15 sacos de cimento permanecem amontoados no hall de entrada da delegacia do município.

                                                    Eduardo Scolese/Folha Imagem

Cimento empilhado em delegacia de Tauá                   

Outra prática comum em municípios que sofrem com a seca é a troca do voto por cisternas.

Os promotores eleitorais de Tauá deram a dica, e a reportagem da Folha foi conferir in loco, numa comunidade a 35 km do centro da cidade.

Nessa época, há duas formas de seduzir o eleitor com cisternas. Uma, mais discreta, é abrir um buraco redondo na terra e aguardar o fim das eleições para cumprir o prometido _caso seja eleito, óbvio. Outra é ignorar o período eleitoral e construir a cisterna completa, de uma vez só.

Procurada antes do deslocamento, a Prefeitura de Tauá disse que oficialmente nenhuma cisterna está sendo construída por ela neste período eleitoral. Segundo a administração, também não há no município obras de cisternas em andamento.

Logo na chegada à comunidade, ao lado de uma pequena casa, um buraco recém-aberto para a entrada da cisterna. A terra escavada ainda estava amontoada ao redor. Ao lado, montes de areia prontos para serem usados na estrutura do reservatório.

Dono da casa, José Alex da Silva, 50, nega ser esse um presente de político às vésperas das eleições.

Ao ouvir a identificação do repórter, afirma: "Nessa época de eleições a prefeitura não pode construir cisterna, por isso eu fiz o buraco e depois, mais pra frente, vou construir com o meu próprio dinheiro", apressa-se em dizer.

"A gente faz isso com o nosso dinheiro, porque político não pode dar nada", afirma a mulher dele, Terezinha Cavalcanti, 53, funcionária da prefeitura.

A Folha conversou com outros moradores da comunidade. Alguns, desconfiados e sem dizer o nome, afirmam que, nesta época, a construção de cisternas é apenas uma das formas de compra de voto. Outra comum é emprestar tratores a pequenos lavradores.

Em eleições passadas, dizem, a coisa era bem pior.

Escrito por equipe às 16h56

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Papai não gostou

GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre

O delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, está dando uma força para Luciana Genro (PSOL), que disputa a Prefeitura de Porto Alegre.

"Estou com a Luciana Genro para ela sair desta campanha com sucesso e engrossarmos as fileiras do combate à corrupção com toda a população", disse o delegado na propaganda de TV da candidata.

Veja o vídeo aqui.

Protógenes foi apresentado como o responsável pela prisão de "vários corruptos": Paulo Maluf, Celso Pitta, Naji Nahas e Daniel Dantas.

O delegado gravou o depoimento na semana passada, quando esteve em Porto Alegre para participar de um ato contra corrupção, ao lado da candidata.

Luciana, que é filha do ministro petista Tarso Genro (Justiça), tem feito da "tolerância zero" contra a corrupção um dos motes de sua campanha.

                                          Carla Ruas - 18.set.08/"Correio do Povo"

Luciana Genro e Protógenes Queiroz, em Porto Alegre

Escrito por equipe às 13h01

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Luluzinhas

JOÃO WAINER
da Folha

O carro de campanha da candidata a vereadora Claudete, do PT, chamou a atenção de quem chegava a um encontro entre Marta Suplicy, a ministra Nilcea Freire e mulheres militantes, no centro de São Paulo, na última sexta-feira.

Uma foto da candidata a vereadora ao lado da ex-prefeita estampada na lateral do carro trazia o slogan: "O poder tem que menstruar".

Escrito por equipe às 11h38

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Frase do dia

Frase do dia

"Não vamos fazer nenhuma abordagem de natureza pessoal. Agora temos que abordar os problemas de São Paulo. A cidade tem problemas. E a primeira coisa a fazer é admitir isso."

Geraldo Alckmin, candidato do PSDB, sobre as críticas feitas à gestão demo-tucana em São Paulo

 

Escrito por equipe às 21h30

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Upa!

da Folha, no Rio

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio proibiu Eduardo Paes (PMDB) de utilizar, em seus programas de TV, imagens em que apareça diante de qualquer símbolo ou obra do governo do Estado. Paes é o candidato de Sérgio Cabral (PMDB) e adotou como carro-chefe da campanha a construção de mais UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento), postos de saúde 24 horas implementados pelo governador.

A decisão do juiz eleitoral Cezar Augusto Rodrigues Costa tem caráter liminar e atende a um pedido de Marcelo Crivella (PRB). Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 35 mil por cada inserção.

Na última terça-feira, o tribunal já proibira o peemedebista de distribuir panfletos associando sua imagem às de obras estaduais.

Em nota, Paes afirmou que "qualquer candidato tem o direito de falar de realizações, obras e projetos de qualquer nível de administração (federal, estadual e municipal). Isto é inerente ao debate político".

Escrito por equipe às 19h14

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Marta x Metrô

Alegando prática de propaganda irregular na internet, a Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para proibir o site do Metrô de exibir nota em que critica propostas da candidata Marta Suplicy (PT) para a expansão das linhas.

 

A ação é um recurso da decisão unânime do TRE na terça-feira (16), quando negou pedido da coligação de Marta para suspender a publicação. A coligação petista defendeu que a nota constituía "contrapropaganda" e uso de bem público para tratamento desigual aos candidatos à prefeitura.

 

Na nota, acessível na primeira página do site www.metro.sp.gov.br, propostas de Marta são classificadas como sem sentido, confusas e incompatíveis com fundamentos técnicos.

 

Os juízes e desembargadores seguiram o voto do juiz relator, Flávio Yarshell, que considerou que a nota do metrô, apesar de usar termos contundentes, baseou-se em argumentos técnicos.

 

Escrito por equipe às 18h12

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Blog do caderno Brasil, da Folha, com curiosidades e bastidores das campanhas pelo país, nas ruas e no horário eleitoral. É coordenado por editores do caderno, com produção de repórteres e redatores, em São Paulo, das sucursais de Brasília e do Rio e dos correspondentes da Agência Folha.

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