Em uma semana na qual perdeu três pontos nas intenções de voto, Marta Suplicy subiu para 48% da preferência entre os eleitores de 16 a 24 anos.
É o melhor índice já atingido por qualquer candidato em qualquer uma das cinco faixas de idade pesquisadas pelo Datafolha desde o início oficial da campanha. Marta tem subido continuamente entre os mais jovens desde antes do início do horário eleitoral.
O movimento da petista na última semana foi bem diferente em estratos mais velhos. Caiu sete pontos entre os que têm de 25 a 34 anos. E oito pontos na faixa de 35 a 44 anos.
Em tempo: foi na faixa dos eleitores mais novos que se deu a maior movimentação detectada pelo instituto na última semana ─a queda de nove pontos de Geraldo Alckmin.
Joel Silva/Folha Imagem Marta no Jardim Santo André, zona leste de SP
Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem Alckmin em Cidade Adhemar, zona sul de São Paulo
"Nós tivemos a semana mais difícil, esta que está terminando."
Geraldo Alckmin, candidato do PSDB, sobre o último Datafolha, no qual aparece com 20% das intenções de voto, contra 21% de Gilberto Kassab; ele perdeu seu marqueteiro na terça-feira
Eduardo Scolese/Folha Imagem Ônibus escolar da prefeitura, com o dizer: “Capital do futuro Estado”
EDUARDO SCOLESE da Folha, em Alvorada do Gurguéia (PI)
Instalado em 1997, o município piauiense de Alvorada do Gurguéia, a 555 km de Teresina, não tem rede de esgoto, agência bancária nem sinal de celular. O abastecimento de água é suspenso todas as noites e madrugadas, e a avenida principal da cidade é um areão só.
Tudo isso, porém, não impede que o município se apresente como uma futura capital de Estado.
Alvorada do Gurguéia está localizada bem no centro do sonhado Estado do Gurguéia, que nada mais é do que o Piauí do sul. Um projeto de lei sobre essa iniciativa está em tramitação tanto na Câmara como no Senado.
Se aprovado no Congresso, um plebiscito será realizado em todo o Piauí. Assim como no referendo das armas, haverá campanha para o "sim" (criação do Gurguéia) e "não" (manutenção do Piauí do jeito que está hoje). Não há data nem se sabe ao certo se isso de fato irá acontecer.
Gurguéia é o nome de um rio que corta a região. "O problema é que a maioria dos eleitores está no Piauí, e não no Gurguéia. Teria de haver um forte trabalho de convencimento", afirma Walmir Falcão, o Walmirzinho (PTB), 42, candidato a prefeito em Alvorada do Gurguéia.
Além de sua posição geográfica estratégica, Alvorada é basicamente formada por terras públicas federais, o que facilitaria um eventual trabalho de desapropriação pós-criação do novo Estado. O município é grande (2.332 quilômetros quadrados) e pouco habitado (4.976 habitantes).
Se criado, o Gurguéia teria 153,1 mil quilômetros quadrados, o equivalente a cerca de 60% da atual área do Piauí, e o status de Estado mais pobre do país, pelo menos em seus primeiros anos de vida.
O projeto de criação do Gurguéia não é o único sobre o tema em tramitação no Congresso. Há também propostas para os Estados de Carajás e Tapajós (no Pará), de Mato Grosso do Norte (em Mato Grosso), Rio São Francisco (na Bahia) e Maranhão do Sul (no Maranhão).
O eleitorado tucano em São Paulo cada vez mais reflete a divisão do partido.
Na última pesquisa Datafolha, Gilberto Kassab, do DEM, atingiu 35% dos votos entre os que declaram ter o PSDB como partido de preferência.
A diferença entre ele e Geraldo Alckmin no universo tucano caiu de maneira vertiginosa. Candidato oficial do partido, Alckmin tem hoje 54% da preferência nesse segmento. Antes do horário eleitoral, o placar era de 78% a 12% para o ex-governador.
No eleitorado petista, a hegemonia de Marta Suplicy é absoluta: 81%.
Na reta final da campanha, o prefeito Gilberto Kassab deve intensificar a divulgação do número de sua candidatura: o 25. Pesquisa divulgada hoje pela Folha mostra que 73% dos entrevistados pelo Datafolha não souberam dizer o número do democrata. Essa taxa era de 85% na pesquisa anterior. O índice de acerto subiu de 11% para 21%.
Kassab diz considerar "natural" o desconhecimento, pois se trata da primeira campanha majoritária que disputa. Segundo o Datafolha, 58% dos eleitores conhecem o número 13, da petista Marta Suplicy, e 47% citam corretamente o número 45, do tucano Geraldo Alckmin.
Jô Moraes (PC do B) atacou ontem Marcio Lacerda (PSB) dizendo que ele está inscrito na dívida ativa da prefeitura por dever R$ 1,5 milhão.
Lacerda negou a inscrição e contra-atacou chamando sua rival de "leviana" e citando o vice-presidente José Alencar (PRB).
A citação a Alencar foi porque ele apóia Jô Moraes, é empresário e sofre "várias ações" por conta da legislação tributária complexa e sujeita a muitas interpretações, conforme disse Lacerda à Folha.
As críticas de Jô a Lacerda foram durante debate na PUC-MG. Lacerda não estava presente.
Em nota, ele disse que a Construtel, empresa que teve até os anos 90, contestou na Justiça uma execução fiscal da Prefeitura e que já venceu três vezes.
A prefeitura disse que, por se tratar de matéria sob sigilo fiscal, está impedida de dar informações sobre contribuintes.
Sobrou para o prefeito Cesar Maia (DEM), do Rio de Janeiro, no debate eleitoral de Belém.
Ao criticar os planos de Valéria Pires (DEM) para a saúde, Duciomar Costa (PTB), que tenta a reeleição, afirmou que ela queria copiar os projetos de saúde pública cariocas na capital paraense.
"Olha o caos que é lá no Rio. Gente morrendo pelas praças. O Exército teve que intervir, o governo federal teve que intervir. Incompetência é isso."
Cesar Maia ironizou: "Se eu freqüento os debates de Belém é porque há conhecimento político por lá. Uma excelente noticia".
Ao final, Pires disse que pretende implantar a AMA (Assistência Médica Ambulatorial), de São Paulo, também administrada pelo DEM.
"O prefeito Kassab teve tudo nas mãos para levar adiante um bom projeto do Serra. Mas foi tímido. Fez pouco. Não mexeu no sistema como deveria. E é exatamente isso o que vou fazer"
Geraldo Alckmin, candidato do PSDB, criticando na propaganda de TV a atuação do prefeito do DEM na área da saúde
Já sob influência do marqueteiro Raul Cruz Lima, Geraldo Alckmin foi para cima de Marta Suplicy e Gilberto Kassab no programa da TV de hoje. Tucanos aliados ao ex-governador comemoraram a mudança de tom.
"A gente sabe que a saúde hora nenhuma foi prioridade quando o PT esteve na prefeitura. E isso foi decisivo para a então prefeita Marta Suplicy perder a eleição para o José Serra", disse o tucano na TV.
Em seguida, mirou no atual prefeito: "Por outro lado, o prefeito Kassab teve tudo nas mãos para levar adiante um bom projeto do Serra. Mas foi tímido. Fez pouco. Não mexeu no sistema como deveria. E é exatamente isso o que vou fazer".
O deputado federal José Anibal aprovou a nova peça. "Está certo. Se estivesse bom, não teríamos o que dizer. Mas não está bom."
Segundo ele, a campanha de Kassab tenta mostrar que "a cidade é um paraíso" e o candidato que disser "que o trânsito está um caos e exige ação enérgica" ganha ponto.
"No debate, ele [Kassab] esteve muito mal ao falar de trânsito. Porque ele não fez o dever de casa. Assim como a Marta, não investiu a receita das multas no setor", concluiu.
Solange Amaral (DEM) decidiu testar hoje a "visita sitiada" na Cidade de Deus (zona oeste), um dos locais do Rio ocupados pelo Exército.
Ex-coordenadora do Favela-Bairro na cidade, ela disse que não precisa do Exército para fazer campanha nas comunidades. Para ela, não há constrangimento em distribuir "santinhos" cercada por fuzis oficiais.
Constrangidos ficaram alguns soldados de quem Solange se aproximou durante sua caminhada nas ruas da favela. Um chegou a murmurar: "Não posso me vincular à senhora".
Diante da recusa, a candidata recuou e saiu com um "Fica bem!". Outros receberam bem os cumprimentos da candidata e até se deixaram fotografar.
Marcelo Piu/CPDoc JB Solange Amaral cumprimenta criança na Cidade de Deus, ocupada pelo Exército
Boa parte dos candidatos não vê com bons olhos uma agenda tendo como cicerones soldados fortemente armados.
Solange ─em quinto lugar no Datafolha com 7%, mesmo tendo o apoio da máquina da prefeitura─ decidiu apostar.
"Cada um tem sua estratégia de campanha", resumiu, antes de engatar nas promessas para a comunidade.
Sem poder contar com o presidente Lula, que, em Belo Horizonte, tem o seu PT comprometido com tucanos para eleger Marcio Lacerda, do PSB, Jô Moraes (PC do B) exibe na TV depoimento exclusivo do vice José Alencar.
Na gravação, feita nesta semana, Alencar (PRB) diz que vota na capital mineira e que irá escolher no dia 5 de outubro a candidata do PC do B e o vice dela, Claudio Sampaio.
"Eles trarão grandes realizações para Belo Horizonte", afirma o vice.
Marta Suplicy, líder nas pesquisas, atrai ataques de Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, Ciro Moura e Paulo Maluf, que miraram na petista no debate de ontem. Levy Fidelix, no entanto, só tem olhos para o tucano.
O candidato do PRTB, que já foi punido com perda de 4 minutos para dar direito de resposta a Alckmin, voltou a criticar o ex-governador nos programas de rádio e TV de hoje.
Levy Fidelix atacou novamente gestões do PSDB no Estado. Falando sobre o metrô, afirmou: "São escândalos que deveriam envergonhar os governos tucanos que estão no poder há mais de 14 anos".
De olho nos votos da população pobre de Maceió, o PMDB e o senador Renan Calheiros se apresentam como pais do programa Bolsa Família na propaganda eleitoral dos vereadores do partido.
Depois de afirmar que o Bolsa Família é um grande motivo de orgulho para o PMDB, o narrador da propaganda conta aos eleitores que a bancada do partido aprovou a criação do programa no Senado.
Ao fundo, foram usadas imagens do senador Renan Calheiros junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem é aliado político.
O Bolsa Família é o principal programa de transferência de renda governo Lula. Em Maceió, 69.285 famílias recebem o benefício.
Renan renunciou à presidência do Senado em dezembro do ano passado, suspeito de ter tido contas pessoais pagas por um lobista de uma construtora.
Ex-prefeito de Curionópolis (PA), cassado em julho sob acusação de comprar votos na eleição de 2004, na qual foi reeleito, Sebastião Rodrigues de Moura, 73, conhecido como Curió, disse que concluiu uma biografia sobre sua participação na guerrilha do Araguaia.
O trabalho, segundo ele, surpreenderá a esquerda e a direita do país. "O material já está na gráfica", afirma.
Curió não adianta o conteúdo do livro. Ele diz que possui documentos oficiais sobre a guerrilha do Araguaia, movimento armado liderado pelo PC do B de 1972 a 1975 na divisa entre Pará, Maranhão e Tocantins.
Coronel reformado do Exército, o ex-prefeito combateu a guerrilha do Araguaia.
Afastado do poder, Curió faz campanha para aliados em Curionópolis, cidade cujo nome foi dado em sua homenagem.
No começo da década de 80, Curió, ex-agente do SNI (Serviço Nacional de Informação), comandou Serra Pelada, atualmente distrito de Curionópolis.
Hudson Corrêa/Folha Imagem Curió em sua casa em Curionópolis
"No seu governo, São Paulo viveu a pior crise de segurança, foram centenas de rebeliões na Febem, chacinas e nós vivemos uma situação trágica com o PCC. O seu partido não ajudou"
Marta Suplicy, candidata do PT, para Geraldo Alckmin, no debate
O mediador da Band Boris Casoy pediu que a platéia não se manifestasse durante o debate.
Pouco antes, o clima já tinha esquentado entre os que estavam assistindo in loco quando Gilberto Kassab solicitou um direito de resposta após ter debatido com Marta Suplicy.
Guilherme Afif Domingos (DEM) gritou que o prefeito foi ofendido, e os petistas, liderados por Ricardo Berzoini, reagiram pedindo "respeito".
Geraldo Alckmin acusou agora Marta Suplicy de ter deixado contas a pagar quando ela saiu da prefeitura.
Reportagem da Folha (só para assinantes) mostou que a candidata petista declara ter deixado a prefeitura no azul em 2004 e os adversários dizem que ela transferiu ao sucessor um rombo bilionário.
Há documentos para corroborar ou questionar os dois lados.
No primeiro bloco, os candidatos disseram no debate da Band o que farão para solucionar o problema do trânsito e do transporte coletivo na cidade.
À Folha (só para assinantes) Marta Suplicy e Geraldo Alckmin ignoraram o principal e mais urgente problema da área: a explosão no número de veículos que entra a cada dia nas ruas.
Ninguém falou sobre pedágio urbano, mas, nos bastidores, representantes ligados a todos eles se articulam para estudar a possibilidade de taxação do carro. Leia aqui.
Clóvis Carvalho (PSDB), secretário da gestão Kassab e entusiasta da sua reeleição, chegou ao debate com um tucano pregado à sua lapela e largo sorriso no rosto.
Ricardo Berzoini, presidente do PT, que não havia comparecido ao primeiro debate da Band, deu as caras hoje ao lado de Marta Suplicy.
Ele, com os também petistas, Carlos Zaratini e Rui Falcão, cercaram rapidamente Orestes Quércia (PMDB), de quem perderam o apoio no primeiro turno para Gilberto Kassab.
José Serra, que também não deve dar as caras no evento de hoje, mandou um recado ao PSDB durante o jantar de comemoração de 20 anos do partido. Em discurso, se valeu dos "ideais" do partido para descrever seu desconforto nestas eleições.
O respeito a compromissos políticos, disse, está entre eles.
"Cada escolha, evidentemente, tem seu preço. Na nossa caminhada, nós triunfamos, mas evidentemente pagamos o preço de nossas escolhas, pagamos o preço de ser coerentes e de respeitarmos os compromissos assumidos diante da população", disse.
Minutos antes, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, também mandou seu recado ao defender a legitimidade de sua candidatura.
A quantidade de depoimentos exclusivos que o presidente Lula gravou para a propaganda na TV de candidatos da sua base é tratada no PT como informação "secreta".
O secretário de Comunicação da sigla, Gleber Naime, disse, por meio de assessoria, que o dado é de uso "restrito".
Desde que gravou para Marta Suplicy, em São Paulo, e Gleisi Hoffmann, em Curitiba, ainda antes do início do horário eleitoral, não param de chover pedidos de candidatos pelo país por uma declaração personalizada do presidente.
Por ora, coordenadores de campanhas regionais alardeiam que gravações já foram feitas para candidatos do Ceará, de Pernambuco, de Santa Catarina, do Pará, de Minas e do Rio Grande do Sul.
Ontem foi ao ar uma das declarações de Lula mais disputadas, a para o petista João da Costa, líder da disputa em Recife, com 45% no Datafolha.
Lula tem na cidade outro candidato da base, Cadoca (PSC), que está a semana toda negando que vá desistir da sua candidatura. Ele teve encontro com o presidente na segunda-feira, em Brasília.
Na gravação para João da Costa, o presidente pede voto no petista e cita o apoio que ele tem também do governador Eduardo Campos (PSB): "Eleito, certamente vai consolidar as parcerias com o governo do Estado e o federal".
O novo termo utilizado pela campanha tucana para investir contra a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) é "Alice no País das Maravilhas".
Somente ontem, a comparação entre a imagem da cidade que o atual governo municipal, segundo tucanos, vende e o clássico de Lewis Carroll foi feita duas vezes.
Uma, à tarde, pelo coordenador da campanha, deputado Edson Aparecido, defendendo que se escancare na TV os problemas da cidade.
À noite, em encontro com evangélicos, o próprio Geraldo Alckmin defendeu que se coloque o dedo na ferida: "Se achar que está tudo ’Alice no País das maravilhas’, nós não vamos melhorar nada".
A cidade de Limoeiro, em Pernambuco, será palco no dia 26 do mais puro sincretismo político.
A convite do presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, e do governador do Estado, Eduardo Campos (PSB), o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), participará de evento de campanha do candidato Ricardo Teobaldo.
Tucano com vice do PTB, Teobaldo é candidato de Guerra. Mas conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Campos.
Para azedar o humor de Aécio, o tucano José Serra conta lá com 60% das intenções de voto. Aécio visitará outras duas cidades.
A novidade do horário eleitoral de ontem, em São Paulo, ficou por conta da promessa de Marta Suplicy (PT) de colocar internet banda larga grátis em toda a cidade de São Paulo.
A candidata prometeu que "a médio prazo" São Paulo será "a primeira capital brasileira com acesso livre à internet banda larga para todo mundo".
De acordo com a proposta, batizada de "Cidade Antenada", serão inicialmente instaladas antenas nos "quase quatro mil prédios da prefeitura" e depois "em outras áreas".
O projeto de cidade wi-fi (com conexão grátis sem fio à internet), presente em algumas cidades norte-americanas e européias, já chegou ao Brasil. Há um ano, na visita do papa Bento 16, Aparecida (SP) inaugurou uma rede para seu centro histórico. Projetos semelhantes acontecem em Ouro Preto (MG), Macaé (RJ), Sud Mennucci (SP), Piraí (RJ), Parintins (AM) e Tiradentes (MG).
Ivan Valente, do PSOL, será o primeiro candidato a falar no debate desta quinta na Band, a partir de 21h30. Ele irá responder a uma pergunta do mediador sobre problemas da cidade.
Sorteio determinou que Gilberto Kassab (DEM) será o segundo a responder a mesma questão, que será igual para todos os participantes.
Depois do prefeito, falarão: Soninha (PPS), Renato Reichmann (PMN), Marta Suplicy (PT), Ciro Moura (PTC), Geraldo Alckmin (PSDB) e Paulo Maluf (PP).
O programa, de duração de duas horas e meia, terá enfrentamento entre candidatos no segundo e no quarto blocos. Nesses, um político pergunta a outro, com tema livre. Depois há réplicas e tréplicas.
No terceiro, os jornalistas da Band José Paulo de Andrade e Fernando Vieira de Mello questionam os participantes.
Por último, há o espaço para as considerações finais.
Para este primeiro turno estão previstos ainda os debates da Record, no dia 28 de setembro, e o da Globo, no dia 2 de outubro, três dias antes da votação.
Em Tauá, numa das regiões mais secas do Ceará, o apoio oficial do presidente Lula, disputado pelo país por conta de sua popularidade recorde, está com o candidato Odilon Aguiar, do PMDB, coligado com PT e PSDB, entre outros.
O médico Ronaldo César, do PDT, adversário de Aguiar, encontrou uma forma, no entanto, de fazer o eleitor vincular o seu nome ao do presidente.
Dr. Ronaldo, como é conhecido, pagou R$ 2.000 a uma produtora do interior do Paraná por dois jingles de campanha. Um deles é uma cópia do jingle da candidatura de Lula em 2002.
O pedetista diz ter feito de tudo para atrair o PT para sua coligação, mas não conseguiu.
Questionado sobre o jingle de seu adversário, Odilon Aguiar disse: "Eu não presto atenção nas músicas de meu adversário. Eu estou preocupado com as minhas".
Ciro Moura, do nanico PTC, usou o seu 1min03s91 no horário eleitoral desta quarta para criticar Marta Suplicy.
"Eu estou espantado com as promessas da antiga prefeita", afirmou. "De uma hora para outra, ela ficou boazinha, começou a falar macio, nem parece a mesma dona Marta que criou taxas e até recebeu o apelido de Martaxa..."
Gilberto Kassab, que subiu nas pesquisas com ataques à petista, deve ter gostado.
Ciro Moura na propaganda de hoje da TV
No primeiro debate da Band, Moura já havia se prestado a levantar a bola para o prefeito cortar.
Ao formular pergunta sobre o trânsito, disse que os problemas não aconteceram "da noite para o dia", "nem se fala mais do Rodoanel [bandeira de Geraldo Alckmin]" e "nada se investiu no passado".
O prefeito, claro, aproveitou para martelar um de seus mantras na campanha: "Estou colocando R$ 1 bilhão no metrô".
A coligação de Marta já entrou na Justiça Eleitoral contra a propaganda de Moura.
"O programa de Alckmin está muito frio. Não está à altura da dimensão da obra dele. Ele merecia um marqueteiro melhor ou que suas obras fossem melhor mostradas"
Paulo Maluf, candidato do PP, sobre a saída de Lucas Pacheco da campanha do tucano
Durante caminhada hoje em Parada de Taipas, na zona norte, Geraldo Alckmin ouviu uma previsão favorável a ele, que passa, nesta semana, pelo pior momento da campanha até agora.
"O sr. já está eleito. O sr. não sabe que quem tem bursite antes da eleição ganha a eleição?, disse um comerciante.
Ele fazia referência ao presidente Lula, que sofre do mesmo mal.
Alckmin, que usou tipóia no braço nesta semana, pareceu satisfeito com o prognóstico: "Viu? Já estou eleito".
Eduardo Anizelli - 06.set.08/Folha Imagem Geraldo Alckmin durante campanha no último sábado
No PSDB, a avaliação é que o discurso de desembarque de Lucas Pacheco leva o problema político de volta para o Palácio dos Bandeirantes.
Ao atribuir uma das causas da saída à intervenção de secretários do governo do Estado, Pacheco co-responsabiliza o governador José Serra pela crise no partido.
Depois de trabalhar pela escolha de Geraldo Alckmin em convenção e ter gravado uma participação para o programa, Serra acreditava estar imunizado.
Agora, por mais que tucanos repitam que Pacheco procurava uma saída honrosa, Serra terá que se esforçar para afastar a imagem de que trabalha contra Alckmin.
A popularidade recorde do presidente Lula leva candidatos da oposição, principalmente no Nordeste, a evitar a todo custo ataques ao governo federal nesta campanha. Mas o que aconteceu em Tupã (a 524 km de São Paulo) parece ser inédito.
No dia 13 de agosto, a coluna social de um jornal da região publicou foto em que o prefeito tucano Waldemir Gonçalves Lopes aparecia ao lado de Lula.
O texto dizia: "Prefeito Waldemir Lopes, em passagem por Brasília, teve a oportunidade de um contato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando do lançamento de programa de governo de interesse do município, com Tupã sendo beneficiado com mais recursos".
Montagem que mostra o prefeito Waldemir Lopes ao lado de Lula
Waldemir é candidato à reeleição.
Não tardou, adversários do tucano descobriram que a foto era uma montagem primária. A cara do prefeito foi recortada e colada em cima do rosto do advogado Fábio Konder Comparato, que participou em 2005 de solenidade ao lado de Lula.
Imagem original com Fabio Konder Comparato ao lado do presidente
O jornal disse que recebeu a fotomontagem, como se fosse verdadeira, da secretaria de imprensa da prefeitura.
A Secretaria de Governo do município diz ter aberto processo administrativo para apurar o ocorrido.
Convocado para servir de demonstração de unidade em torno da candidatura de Geraldo Alckmin, o jantar promovido hoje à noite pelo PSDB poderá alimentar a idéia de crise na campanha do partido à prefeitura.
A ausência de tucanos, especialmente aliados do governador José Serra, pode deixar expostas as divergências quanto à oportunidade da candidatura de Alckmin.
O chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, já avisou que não estará no evento.
Mas a lista é bem maior. Hoje integrantes da equipe de Gilberto Kassab, os ex-ministros Caio Carvalho, Clovis Carvalho e Andrea Matarazzo não deverão participar do jantar.
"Não me faça rir", respondeu Clovis Carvalho, quando questionado sobre sua presença.
Recentes declarações do presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo ─de que não convidaria quem está no governo─ serviram de ingrediente para a decisão.
Agora, os tucanos com assento na prefeitura têm até argumento para faltar.
No livro "Minha Vida de Prefeita", que lança hoje, Marta Suplicy diz ter passado um leve pito em Lula durante a campanha de 2006.
"Dei uma reclamada com o presidente [em 2006]. Algumas vezes, quando queria me elogiar, descrevia-me como uma mulher que traiu sua classe ao defender o interesse da maioria pobre. Não me sinto traidora, apenas busco um mundo mais justo", escreve.
Segundo seu relato, Lula passou então a dizer que ela perdeu a eleição de 2004 porque "governou para os pobres".
"Talvez tenha razão. (...) Lula ganhou porque fez um governo para os que têm menos, mas São Paulo não é o Brasil."
Leia mais sobre o livro aqui (só para assinantes).
O lançamento será na livraria Cultura do Conjunto Nacional.
Instalou-se um clima de vale-tudo na disputa em Acopiara, numa das regiões mais secas do Estado. Nem lugares considerados sagrados ficaram de fora do arranca-rabo eleitoral.
No cemitério da cidade, o túmulo da família do candidato à reeleição Antonio Almeida (PTB), 51, amanheceu parcialmente destruído. O prefeito pediu a investigação da polícia local.
"A que ponto chegaram os vândalos", diz ele, que atribui o ataque a correligionários de seu adversário, Vilmar Martins (PMDB), 51.
Há ainda a guerra de decibéis. A Promotoria Eleitoral da cidade forçou os dois candidatos a assinarem o chamado TAC, termo de compromisso de ajustamento de conduta, para ao menos diminuir a barulheira da propaganda de rua.
Segundo o documento assinado pelas duas coligações, o anúncio sonoro das candidaturas não pode ultrapassar 80 decibéis, medidos a uma distância de sete metros do veículo.
A impressão é que cada cabo eleitoral instalou uma caixa de som no capô do carro e saiu pelas ruas com o volume na máxima potência. O carro passa, e os eleitores caem na dança, com apitos, bandeiras e cantorias. Num domingo pela manhã, parece Carnaval.
Acopiara tem 48.703 habitantes e 31.787 eleitores.
Eduardo Scolese/Folha Imagem Túmulo da família do prefeito destruído parcialmente
O marqueteiro Lucas Pacheco tem atribuído, em conversas reservadas, a problemas de "conteúdo, não de forma", o baixo desempenho de Geraldo Alckmin nos programas de TV.
A linha do programa prevista por Pacheco era apresentar o candidato, dizer o que ele fez, detectar os problemas da cidade e mostrar como resolvê-los.
Alckmin, no entanto, há duas semanas, decidiu "pular" uma das etapas, a que previa críticas à administração de Gilberto Kassab, que tem o PSDB entre seus quadros. Tudo para esperar a "entrada" de José Serra na campanha.
Desde então, começou a cair nas pesquisas, e Serra ainda não apareceu, o que está prometido para amanhã.
Aos mais próximos, Pacheco reclama que, sem discurso, o grupo político do candidato passou a criticar aspectos como iluminação, edição e cenário dos programas, desviando o foco do que realmente interessa: se não há problemas na administração atual, então pra quê mudar?
Marlene Bergamo - 15.ago.08/Folha Imagem Lucas Pacheco em gravação de programa de TV de Alckmin, ao fundo
Em 2006, Alckmin padeceu com problemas semelhantes e, ao final da empreitada, quase "queimou" o marqueteiro Luiz González, que hoje está em ascensão com Kassab.
A imagem que ficou daquela campanha foi a de um Alckmin "engessado" pela jaquetinha com o logo das estatais, para tentar se livrar da acusação de privatista que os petistas colaram nele. Não deu certo.
GRACILIANO ROCHA da Agência Folha, em Porto Alegre
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pediu voto no programa eleitoral para o tucano Nelson Marchezan Júnior, que disputa a Prefeitura de Porto Alegre.
FHC disse que o candidato é capaz de renovar a gestão porque é um deputado "jovem e enérgico".
"O Brasil precisa sacudir a poeira e é preciso um candidato que realmente jogue para fora toda essa poeirada. Eu acho que o Marchezan pode fazer isso", disse o ex-presidente.
Não faltam problemas à candidatura de Marchezan. Segundo o Datafolha, ele tem 1% das intenções de voto e está empatado tecnicamente com Vera Guasso, do PSTU.
Oficialmente, Marchezan é o candidato da governadora Yeda Crusius (PSDB), que ainda não apareceu na propaganda eleitoral tucana.
Envolvida em sucessivos escândalos de corrupção, a administração de Yeda é reprovada por 47% dos gaúchos.
Os números divulgados até agora pelo TSE sobre a arrecadação financeira dos candidatos mostram que o PT e o PR lideram, em São Paulo, o recolhimento de recursos para seus candidatos a vereador.
O comitê financeiro para vereadores do PT diz ter obtido R$ 2,1 milhões, sendo a maior parte vinda de empresas que doaram para o caixa do próprio partido ou para a campanha de Marta Suplicy.
O PR, que integra a coligação de Gilberto Kassab (DEM), arrecadou R$ 1 milhão, sendo que R$ 600 mil vieram de outros candidatos ou comitês.
O presidente do comitê financeiro de Kassab, Alfredo Cotait, admitiu que o recurso pode ter saído dos cofres da campanha kassabista.
O deputado federal Cadoca, candidato do PSC à Prefeitura de Recife, deixou de lado a campanha hoje e viajou mais de 2.000 km até Brasília para ouvir pessoalmente o presidente Lula dizer que irá apoiar a candidatura de seu adversário, o petista João da Costa.
A expectativa em Recife era de que Cadoca, em trajetória de queda nas pesquisas (tem 10% do eleitorado), fosse convencido pelo presidente a desistir da disputa para apoiar Costa. O petista lidera a disputa e tem chance de vencer no primeiro turno.
"Foi um gesto muito bom do presidente. Fiquei muito feliz e me senti prestigiado por ele me chamar aqui e dizer pessoalmente isso", disse Cadoca.
O candidato afirmou que não vai desistir da disputa e que esse assunto não foi tratado com presidente.
Lula fez um acordo com os partidos de sua base no Congresso de que não iria participar das campanhas municipais onde houvesse mais de um candidato entre eles. O PSC faz parte da base.
A propaganda eleitoral tem dificultado o trabalho dos carroceiros de Tailândia (PA). Os cavalos e burros se assustam com os carros de som e o movimento frenético de bandeiras.
O presidente da Associação dos Carroceiros de Tailândia, Carlos Feitosa Muniz, 32, conta que o movimento das bandeiras dos candidatos e o barulho dos carros de som podem levar os cavalos a dispararem, aumentando os riscos de acidentes e prejuízos.
"Tem uns que abaixam o som quando vêem os animais. Outros, não", afirma Muniz.
A entidade, criada no ano de 2000, tem 54 membros que pagam mensalidade de R$ 10.
O maior investimento do carroceiro é a compra do cavalo (de R$ 500 a R$ 600) ou do burro (R$ 800 a R$ 1.000).
Só há um risco: comprar um animal bravo que não vai ser domado para puxar carroça. Aí, é prejuízo.
Carroceiros de Tailândia, preocupados com a reação dos cavalos ao agito eleitoral
"A ex-prefeita já teve a sua oportunidade. O atual prefeito também. E os problemas de São Paulo, problemas estruturantes, maiores, não foram resolvidos. Pelo contrário, estão sendo agravados"
Assessor eleitoral do Ministério Público de São Paulo, o promotor Antonio Carlos Da Ponte admite que a legislação eleitoral é "omissa" e fala da dificuldade crescente em fiscalizar ilegalidades das campanhas.
"A compra de votos evoluiu. Está cada vez mais difícil identificá-la, por isso precisamos que o cidadão denuncie", diz.
Amanhã, o Ministério Público promove audiência pública sobre corrupção eleitoral e lança uma cartilha para ensinar a população a fiscalizar seus candidatos.
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A compra de votos evoluiu? Sem dúvida, houve uma evolução no procedimento de compra de votos. Hoje há situações muito mais bem elaboradas, que exigem esforço maior de apuração. Não são poucas as vezes em que a captação irregular de sufrágio pode ser identificada na promessa de emprego na própria administração pública. Numa cidade do interior de São Paulo, o candidato enviou material de construção para um cidadão que queria ampliar sua casa, outro quitou a dívida que a pessoa tinha com o banco
É o limite da promessa de campanha, não? A dificuldade maior é exatamente essa, identificar as situações limítrofes. Acho que o único jeito de acabar com isso é proibir de vez qualquer forma de doação em período eleitoral. Isso seria um passo grande, uma medida simples. O sujeito que ajuda a construção de uma igreja é algo difícil de saber se é compra de voto ou não.
Há problemas na lei? A Lei Eleitoral é omissa. Proíbe comportamentos, mas não pune. Um exemplo é a invasão de horário na TV. O candidato majoritário utiliza o espaço ao candidato proporcional. Qual a reposta da lei? Nenhuma.
O extremo sul de São Paulo é o alvo principal dos visitadores dos candidatos a prefeito, segundo o Datafolha.
18% dos moradores dessa região, formada por bairros como Cidade Ademar, Grajaú e Socorro, dizem já ter recebido a visita de cabos eleitorais, que atuam no convencimento do eleitor porta a porta.
Na cidade toda, o índice é de 12%.
Desses 18%, 13% afirmam que o visitador era da campanha de Marta Suplicy. A petista lidera no extremo sul com 55% ─em toda a capital, ela tem 40%.
Em seguida, no extremo sul, vem a campanha de Gilberto Kassab, cujos visitadores são citados por 6% dos moradores. Ele tem 15% das intenções de voto na área.
Geraldo Alckmin, que irá intensificar a ação da militância paga, conforme reportagem de hoje da Folha (só para assinantes), é citado por 3%. O tucano tem 14% na região.
Tem sido difícil andar pelas ruas de Belém (PA) sem ouvir ao menos uma vez a voz de Keyla Lima, cantora de melody, ritmo com toques caribenhos que faz sucesso no Pará.
Além de fazer a campanha do candidato à reeleição Duciomar Costa (PTB), para quem já gravou oito jingles diferentes, ela criou ou adaptou músicas para a campanha de 15 candidatos a vereador.
Ouça aqui jingle de Keyla Lima para a campanha de Duciomar.
A maioria é de petebistas, mas ao menos um petista já contratou seus serviços.
Os jingles são tocados em carros, ônibus, caminhões, motos e até bicicletas, com caixas de som amarradas ao lugar do carona. Sempre no volume máximo.
Além de Belém, ela conseguiu emplacar sua voz em campanhas de outras cinco cidades do Estado. Em três delas, para candidatos do PMDB. Ela diz que só toma cuidado para que as versões não fiquem muito parecidas.
"Eles que me procuram", diz. "Acho que sou pé-quente."
HUDSON CORRÊA da Folha, em Centro do Guilherme (MA)
Maria Deusdete Lima, 29, a Detinha, é candidata a prefeita de Centro do Guilherme (MA) pelo PL. Seu marido, Josimá Cunha Rodrigues, 31, do mesmo partido, tenta a reeleição em Maranhãozinho.
Os dois municípios são separados apenas por uma ponte.
A oposição acusa Detinha de não morar na cidade. "Onde eu durmo não interessa a ninguém", rebate a candidata. Ela tem uma casa em Centro do Guilherme.
Carro de som com adesivos de Josimá transita pela ruas de Centro do Guilherme pedindo votos a Detinha.
Ela diz que vai se basear na experiência do marido para, se eleita, administrar a cidade.
Detinha disse estar confiante em sua vitória e afirma ter certeza da reeleição do marido. "Ele tem 90% de aprovação", assegura.
"Em relação aos candidatos do PSDB que apóiam o DEM, eu lamento muito. (...) Acho que essas pessoas não têm compromisso nem com o povo nem com o partido. Têm compromisso com os cargos e com o governo. O PSDB que eu defendo é outro"
Cadoca, candidato do PSC à Prefeitura de Recife, vai se encontrar amanhã, em Brasília, com o presidente Lula. O petista deverá pedir ao deputado federal, que é da base, que desista de concorrer para apoiar João da Costa (PT).
João da Costa tem 45% no Datafolha, com chance de ganhar no primeiro turno. Cadoca está em terceiro, com 10%, tecnicamente empatado com Raul (PMDB), 9%. Mendonça (DEM) está em segundo, com 22%.
O convite para a conversa em Brasília foi feito na quinta-feira, durante a visita de dois dias de Lula a Pernambuco. Cadoca confirmou a viagem.
O deputado não revelou o teor da conversa com o presidente. Ele sabe que, para abrir mão da candidatura, terá que descontentar parte da sua aliança.
Entre os partidos que o apóiam está o PPS, de Raul Jungmann e Roberto Freire, adversários políticos do governo federal.
Longe das especulações, João da Costa manteve hoje sua rotina de campanha. "Foi uma iniciativa do presidente, só depois poderei falar sobre o tema."
"Lula" dirige o jipe em que Geraldo Alckmin desfila pela cidade em campanha.
Genival Lopes Rodrigues, 58, muito parecido com Luiz Inácio Lula da Silva, ganhou o apelido do petista no final da década de 70, justamente por conta da semelhança com o hoje presidente da República.
Mas esse "Lula" está no PSDB desde a sua fundação, há vinte anos. Atualmente, faz parte do diretório zonal do partido na Capela do Socorro, na zona sul.
Eduardo Anizelli/Folha Imagem "Lula" dirige o jipe de Alckmin na campanha na zona sul durante o último sábado
"Lula" está engajado desde o começo da campanha de Alckmin. "O pessoal olha e vê o Lula pedindo voto para o Geraldo", diz o tucano.
"Lula" está afinado com seu candidato e endossa as críticas de que o governo federal não pode fazer propaganda de verbas para São Paulo na campanha da petista Marta Suplicy.
"O investimento tem que ser para a cidade de São Paulo, independentemente do partido", diz o "Lula" tucano.
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